sexta-feira, 21 de novembro de 2008

CANDIDATURA COMPLETA PARA O BIÉNIO 2009 / 2010

APOIO BIENAL / MATERIAIS DIVERSOS / 09 /10
DANÇA OU CRUZAMENTOS DE DISCIPLINAS


HISTORIAL DO CANDIDATO


Materiais Diversos é o título do solo que Tiago Guedes criou em 2003 e que deu visibilidade nacional e internacional ao seu trabalho, tendo sido apresentado em diferentes festivais e teatros em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Grécia, Eslovénia, Bélgica, Suíça, Áustria, Holanda, Reino Unido, Hungria, Brasil, Singapura, Rússia e Estados Unidos da América.
No início de 2007 a estrutura Poppi Grup (existente desde 2003) convida o coreógrafo para dirigir essa mesma estrutura dando-lhe um novo fôlego e um novo projecto. Esta estrutura produzia essencialmente projectos de Teatro (os projectos do encenador Martim Pedroso, Marcações para um crime - 2004, Metal - 2005 e Impasse - 2006). Tiago Guedes aceitou o desafio visto que o convite coincidia com a sua saída da estrutura RE.AL (que produziu o seu trabalho de 2003 a 2007).
Mudando o nome de Poppi Grup para Materiais Diversos, esta “nova” estrutura assimila o seu passado, continuando a produzir o trabalho do encenador Martim Pedroso e volta-se para o futuro, abarcando todo o trabalho de Tiago Guedes nas suas diferentes vertentes: produção, difusão, formação e internacionalização.
A seu tempo, e porque acreditamos que o contacto com outros artistas contamina de forma positiva o nosso próprio trabalho, queremos produzir outros materiais (artistas) diversos, proporcionando assim condições para que estes possam desenvolver os seus projectos com uma base de produção e enquadramento adequadas.
Desde que Tiago Guedes assumiu a direcção artística desta estrutura foi imposta uma dinâmica que tem dados frutos a todos os níveis, e desenvolvido uma rede que permite neste momento convidar artistas associados que usufruam dessas mesmas condições que têm sido criadas.
A Materiais Diversos tem-se assumido como uma estrutura de criação e difusão (nacional e internacional), sendo que também tem tido algumas experiências no campo da programação.
Os cinco anos que o coreógrafo passou na RE.AL (estrutura de produção e difusão à qual esteve ligado até ao final de 2006) foram fulcrais para dirigir neste momento a Materiais Diversos. Tendo sido coreógrafo associado de 2003 a 2006 certo é que o seu papel nunca foi de passividade no desenvolvimento das produções e acima de tudo na construção sólida das relações internacionais, (relações essas que são agora um dos eixos centrais do seu trabalho). Nestes 4 anos, além de ter criado 3 espectáculos (ver currículo do coreógrafo), trabalhou directamente com os directores de produção e difusão e com o administrador da RE.AL decidindo com estes colaboradores orçamentos, estratégias de produção, relações internacionais e tendo feito na maior parte das vezes todas as reuniões necessárias para o desenvolvimento dos seus projectos, nacional e internacionalmente.
Esta dinâmica de trabalho, não só centrada na parte artística mas também na parte da produção, deram-lhe bagagem para aceitar o convite de transformar a estrutura Poppi Grup em Materiais Diversos, continuando o trabalho já desenvolvido e fazendo com que esta nova estrutura desenvolvesse o seu trabalho independentemente da RE.AL.
De salientar também que esta saída da RE.AL aconteceu de uma forma muito orgânica. Quando em 2003 o coreógrafo João Fiadeiro convidou o coreógrafo Tiago Guedes para ser artista associado, estava implícito que esta relação seria sempre de forma a ajudar a desenvolver o trabalho num primeiro tempo, até chegar uma altura em que se percebesse que uma autonomia poderia existir. Essa altura coincidiu por um lado com o convite da Poppi Grup, por outro com a quantidade de trabalho e de solicitações internacionais que a partir de 2005 o coreógrafo passou a ter, justificando a constituição de uma equipa de produção própria fora da RE.AL. Coincidiu também com um período em que a RE.AL queria direccionar o seu projecto para uma linha mais de investigação e menos de criação, não podendo ser assim “consumida” pelo trabalho e a atenção que todas esta solicitações ao coreógrafo Tiago Guedes pediam.
Foi então constituída uma equipa que se achou necessária para continuar todo este trabalho desenvolvido, não existindo períodos de quebro que seriam muito prejudiciais. Essa equipa é a que existe agora e é composta por u director artístico ( Tiago Guedes ) uma administradora e directora de produção (Dina Lopes), um assistente de produção (Carlota Sanches), uma directora técnica (Mafalda Oliveira), uma tour manager / agente internacional (Marie Roche) e dois artistas associados (Martim Pedroso e Joana Barrios), currículos em anexo.
Embora esta equipa ao início possa parecer excessiva, ela foi escolhida para ser eficaz num período de trabalho intenso e onde teria que existir uma dedicação e um trabalho muito centrado nos projectos a decorrer.
Esses projectos foram os seguintes:

Criações na área da Dança:

Matrioska com direcção artística de Tiago Guedes, uma co-produção Théâtre Le Vivat / CPA, Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural Belém / RE.AL
Financiado pelo Instituto das Artes / Ministério da Cultura
(Théâtre Le Vivat / Janeiro de 2007 e Centro Cultural de Belém / Março de 2007)

Coisas Maravilhosas com direcção artística de Tiago Guedes, uma co-produção Culturgest / Théâtre Le Vivat / ARCADI, Action Régionale pour la Création Artistique et la Diffusion, Île-de-France / Théâtre de L’L / Galeria ZDB / Festival Alkantara / O Espaço do Tempo ; Produção: Materiais Diversos
Financiado pela Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura.
(Festival Vivat la Danse! Théâtre Le Vivat / Fevereiro de 2008 e Festival Alkantara, Grande Auditório da Culturgest / Junho de 2008)


Criações na área de pluridisciplinares:

Ópera com direcção artística de Tiago Guedes e Maria Duarte, uma co-produção Théâtre Le Vivat / Negócio/ZDB; Produção: Materiais Diversos
Financiado pela Direcção-Geral das Artes e Ministério da Cultura.
(Negócio, Galeria ZDB / Julho de 2007 e Théâtre de L’L / Outubro de 2007)

Dream Play com encenação de Martim Pedroso, uma co-produção EGEAC / O Espaço do Tempo / ZDB / Fundação Calouste Gulbenkian; Produção: Materiais Diversos
Financiado pelo Instituto das Artes / Ministério da Cultura
(Negócio, ZDB / Dezembro de 2008; Galeria Appleton Square / Janeiro de 2009; Cinema São Jorge / Março de 2009)


Criação na área do Teatro:

Seres Humanos criação a partir de textos de Ingmar Bergman com encenação de Martim Pedroso, uma co-produção Materiais Diversos / Teatro da Garagem / O Espaço do Tempo
(Teatro Taborda/ Maio de 2007)

Purgatório criação a partir do texto de Joris Lacoste com encenação de Martim Pedroso, uma co-produção Materiais Diversos / ZDB / Devir, Capa / O Espaço do Tempo
Financiado pelo Instituto das Artes / Ministério da Cultura
(Teatro Maria Matos / Junho de 2009)

Programação:

Carte Blanche Théâtre Le Vivat, Armentières, França - 7 e 8 de Dezembro de 2007
A Direcção do Théâtre Le Vivat, onde o Tiago Guedes é coreógrafo residente desde 2006, lançou-lhe o desafio, visto este conhecer tão bem o meio artístico português, de desenvolver uma programação durante um fim-de-semana, no mês de Dezembro de 2007, com o que de mais pertinente se faz artisticamente em Portugal.
Para esta programação o coreógrafo escolheu espectáculos que de alguma forma são transdisciplinares aos diferentes géneros artísticos. As propostas apresentadas foram desde a dança, ao teatro, à ópera e à música. Um critério transversal da escolha foi a pertinência artística, a qualidade das propostas e a facilidade de apresentação.
Foram apresentados os seguintes projectos: “Eurovisions” – Teatro Praga / “Teatro” – Projecto Teatral / “uma misteriosa Coisa, disse o e. e. cummings” e “Olympia”– Vera Mantero / “Ópera” – Tiago Guedes e Maria Duarte / “Vera Mantero e Pedro Pinto interpretam Caetano Veloso” – Vera Mantero / “Ela não é francesa ele não é espanhol” – Inês Jacques e Eduardo Raon


Difusão:

Projectos difundidos pela Materiais Diversos desde 2007:
Um Solo, Materiais Diversos, Trio, Matrioska, Ópera, Coisas Maravilhosas, Seres Humanos
( ver no post seguinte lista detalhada da difusão de cada espectáculo )

De notar também que todos os projectos do coreógrafo Tiago Guedes (exceptuando UM SOLO, que não concorreu a nenhum concurso estatal, devido a este sido um sido uma criação especifica para a edição do festival Danças na Cidade 2002 e TRIO MULTIPLICADO, que foi uma encomenda directa do Teatro Camões e um projecto específico com 15 amadores), foram apoiados pontualmente pelo Ministério da Cultura e pelos seus diversos institutos (Instituto Português das Artes, Instituto das Artes e Direcção Geral das Artes) ao longo dos anos, sendo que em 2001 foram produzidos pelo próprio coreógrafo, em 2002 pela associação Bomba Suicida, entre 2003 e 2006 pela RE.AL e a partir de 2007 pela MATERIAIS DIVERSOS.
Estes apoios foram sempre completados por co-produções nacionais e internacionais (ver currículo do coreógrafo)

EM CASO DE ACIDENTE (2001)
Apoio a Projecto Pontual na área da Dança |
Montante proposto pelo Júri: 7.481,97€

UM SOLO (2002) – não concorreu

UM ESPECTÁCULO COM ESTREIA MARCADA (2002) - (O Comboio Azul)
Apoio a Projecto Pontual na área da Dança |
Montante proposto pelo Júri: 13.966,34€

MATERIAIS DIVERSOS (2003)
Apoio a Projecto Pontual na área da Dança |
Montante proposto pelo Júri: 16.963€

TRIO (2005)
Apoio a Projecto Pontual na área da Dança |
Montante proposto pelo Júri: 21.450€

TRIO MULTIPLICADO (2006) – não concorreu

MATRIOSKA (2007)
Programa de Apoio a Projectos Pontuais de Carácter Profissional no domínio das Artes do Espectáculo e das Artes Visuais - 2006 |
Montante proposto pelo Júri: 15.115,00€

ÓPERA (2007)
Apoio a Projecto Pontual Pluridisciplinar |
Montante proposto pelo Júri: 17.350€

COISAS MARAVILHOSAS (2008)
Apoio a Projecto Pontual na área da Dança |
Montante proposto pelo Júri: 28.790€

Os espectáculos do encenador Martim Pedroso (artista associado da Materiais Diversos) também receberam este ano 2 apoios da Direcção Geral das Artes para projectos a realizar em 2008 e 2009.

DREAM PLAY (2008)
Apoio a Projecto Pontual Pluridisciplinar |
Montante proposto pelo Júri: 16.515,33€

PURGATÓRIO (2008)
Apoio a Projecto Pontual na área do Teatro |
Montante proposto pelo Júri: 21.835,95€

Outra nota a acrescentar no historial da Materiais Diversos é a forma como tem sido gerida financeiramente.
Quando Tiago Guedes assumiu a direcção da Materiais Diversos, passando esta estrutura a produzir todo seu trabalho em todas as suas dimensões (criação, difusão e formação) e o trabalho do encenador Martim Pedroso (criação e difusão), deparámo-nos com a necessidade de uma equipa que conseguisse aguentar todo o trabalho a realizar. De notar que o coreógrafo além das suas criações anuais tem em reportório 5 espectáculos que circulam nacional e internacionalmente, exigindo isso um trabalho administrativo enorme.
Sendo que só agora abre um concurso ao qual nos podemos candidatar tivemos que “inventar” uma metodologia de trabalho e uma estratégia administrativa e financeira inventiva para por um lado pagar a equipa da estrutura e por outro não estrangular essa mesma estrutura.
Esta “aventura” de funcionar sem um apoio estrutural e muito baseada na circulação internacional do coreógrafo Tiago Guedes (vendas e co-produções), se por um lado deu-nos uma agilidade em reinventar orçamentos, minimizar custos e ser inventivos financeiramente, por outro tem feito com que a estrutura (pesada para uma pequena estrutura – 5 elementos – mas os necessários para a actividade desenvolvida), tenha sempre previsões orçamentais somente a 4 meses, não podendo estruturar o seu trabalho da melhor forma, tenha uma política salarial baixa e não podendo fazer um auto-investimento nos projectos a apoiar, estando sempre os projectos dependentes dos apoios pontuais do estado e de co-produções.
Achamos que um apoio estrutural fará com que acima de tudo possamos ter meios para produções mais oleadas financeiramente tal como uma equipa com remunerações mais concordantes com as funções que desempenham e acima de tudo com alguns meios próprios que permitam uma aposta no apoio a jovens artistas que não terão condições para chegar a apoios estatais ou a co-produções.
Faz também com que o coreógrafo Tiago Guedes possa continuar a desenvolver a sua actividade artística de uma forma mais estrutural, deixando de pedir apoios pontuais. Achamos que o historial da sua actividade assim o permite, tal como as solicitações que tem de diversas instituições nacionais e internacionais, que pedem uma calendarização no mínimo a dois anos, o que não se coaduna com uma politica de apoios pontuais.


IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELAS ÁRERAS ARTISTICAS, DE GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA, INCLUINDO NOTAS BIOGRÁFICAS

Tiago Guedes - Director Artístico
1978
Estudou música durante 10 anos no conservatório Regional de Tomar. Licenciou-se em Dança na Escola Superior da Dança de Lisboa. Complementou a sua formação em workshops de dança contemporânea e de teatro
Como intérprete, trabalhou com vários criadores, tais como Miguel Pereira, Aldara Bizarro, Francisco Camacho, João Fiadeiro, André Murraças e Alice Chauchat.
O seu trabalho tem sido apresentado em vários Festivais e Teatros em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Grécia, Eslovénia, Bélgica, Suíça, Brasil, Áustria, Holanda, Reino Unido, Singapura, Rússia, Estados Unidos e Hungria
Colaborou c/ a RE.AL entre 2003 e 2007
Tiago Guedes é coreógrafo residente do Théâtre Le Vivat, em Armentières, França no triénio 2006-2008
Recentemente assume a direcção artística da Materiais Diversos, uma associação cultural que tem como objectivo principal a produção e difusão de objectos artísticos nas áreas da Dança e do Teatro.


Actividade Coreográfica

Em caso do Acidente (2001, T.M Maria Matos, Lisboa)
Ganhou o concurso Jovens Criadores do Clube Português de Artes e Ideias na área da Dança. Apoiado pelo IPAE/MC

Um Solo (2002, galeria ZDB, Festival Danças na Cidade, Lisboa)
Recebeu o Prémio do Público no âmbito do programa Encontros Imediatos do Festival Danças Na Cidade, Lisboa, e ganhou o concurso Jovens Criadores da Bienal dos Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo

Um Espectáculo com Estreia Marcada (2002, Sala de ensaio do CCB, Lisboa). Apoiado pelo IPAE/MC

Materiais Diversos (2003, sala estúdio do TNDM II)
Co-produtores: Le Vivat/Lille 2004 – Capital Europeia da Cultura (FR) e pelo Teatro Chão de Oliva (PT). Este espectáculo ganhou o concurso Jovens Criadores do Clube Português de Artes e Ideias na área da Dança. Apoiado pelo IA/MC

Trio (2005, Théâtre le Vivat, Armentières / Grande Auditório da Culturgest, Lisboa)
Co-produtores: Théâtre Le Vivat (FR), Culturgest (PT) e F.A.R festival des arts vivants (C). Apoiado pelo IA/MC

Trio Multiplicado (2006, Teatro Camões, Lisboa)
Co-produtores: Teatro Camões, Lisboa, no âmbito do ciclo “Como eu e tu”

Matrioska (2007, Théâtre Le Vivat, Armentières)
Co-produzido pelo Théâtre le Vivat (FR) e pelo Centro de Pedagogia do CCB, Lisboa (PT). Apoiado pela DGA/MC

Ópera (2007, Negócio / ZDB, Lisboa)
Co-produtores: Théâtre le Vivat (FR), Galeria Zé dos Bois (PT) e financiado pela DGA/ MC (PT). Apoiado pela DGA/MC

Coisas Maravilhosas (2008, Théâtre Le Vivat, Armentières)
Co-produtores: Culturgest, (PT); Festival Vivat la danse! Théâtre Le Vivat, (FR) ; ARCADI – Action Régionale pour la création artistique et la diffusion en Île-de-France, (FR) ; Théâtre de L´L (B) ; Galeria ZDB, Portugal ; Festival Alkantara (PT) ; O Espaço do Tempo, (PT). Apoio DGA/MC


Outras actividades

Como coreógrafo residente no Théâtre Le Vivat, em Armentières, França, foi convidado pela direcção do Teatro, para desenvolver uma programação durante um fim-de-semana.
O evento Carte Blanche constava de uma programação transdisciplinar aos diferentes géneros artísticos (dança, teatro, ópera e música):
- “Eurovisions” – Teatro Praga
- “Teatro” – Projecto Teatral
- “Solos” – Vera Mantero
- “Ópera” – Tiago Guedes e Maria Duarte
- “Vera Mantero e Pedro Pinto interpretam Caetano Veloso”
- “Ela não é francesa ele não é espanhol” – Inês Jacques e Eduardo Raon

Colabora com o encenador Martim Pedroso assinando o desenho de luz das suas encenações: “ notas para um crime “ e “Seres Humanos”


Dina Lopes – Resp. Administrativa e Directora de Produção
1967
Licenciatura do curso de Teatro – Ramo de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema

Experiência Profissional na área da produção e relações públicas
1994/1995:
- Integra a Equipa de Relações Públicas do Festival Internacional de Teatro FIT 94
- Secretária e Assistente de Produção da Produtora Rosi Burguete - “Produções Off”
Trabalhos realizados:
"Les Têtes Couronnées » - cinema
"O Barroco em Portugal" Documentário da UNESCO
"Fados", enc. Ricardo Pais – “Festival Marseille Méditerranée 95”

1996 /1997:
- Produtora Executiva do “Projecto Intercidades”, uma iniciativa do MC com Co-produção do TNSJ e TNDM II e a colaboração da Fund. das Descobertas / CCB, estando a Coordenação de Produção a cargo de Conceição Cabrita.
Este Projecto apresentou 3 espectáculos em Lisboa e no Porto:
- "Perdidos em Yonkers" e“Duas Semanas com o Presidente" - enc. António Feio
- "Edmond" - enc. Adriano Luz

1998:
Assist. de Produção na Expo98 – produção de espectáculos de animação do recinto

1999 / 2000:
Assist. de Produção no TNDM II sob a direcção de Miguel Honrado, Antonino Solmer e Salvador Santos

2002:
Assist. de Produção do festival "Danças na Cidade”

2003:
Produção do Ponto de Encontro do evento das "Danças na Cidade” - Encontro Internacional de Bailarinos e Coreógrafos

2002 a 2005:
Assume a Direcção de Produção da Escola de Mulheres - Oficina de Teatro nos seguintes projectos:

-" Novas Anatomias” – Teatro Taborda – enc. Isabel Medina
-"Uma Peça mais Tarde - O Jogo de lalta” (TNSJ e Maria Matos) enc. Nuno Carinhas;
- “Desejos brutais” (TNDM II); “Como aprendi a conduzir” (TNDMII); "Bernardo Bernarda" (Convento das Bernardas) – encenações de Fernanda Lapa
- "A Valsa de Baltimore” e "Marcas de Sangue" (Comuna Teatro de Pesquisa) – encações de Isabel Medina
- "I Encontro Nacional de Autores de Teatro” - parceria Escola de Mulheres e SPA

2007:
Assume a Direcção de Produção da Materiais Diversos

Mafalda Oliveira - Direcção Técnica
1974
Actualmente assume na Materiais Diversos -o cargo de Direcção Técnica. Exerceu as mesmas funções na companhia RE.AL, Lisboa (2008/2006) e na companhia Baal_17, Serpa (2006/2005).
Na área da iluminação, de Desenhos de Luz que criou destacam-se: Matrioska (2007); Ópera (2007); Physicomic (2006); O Capuchinho Mau e o Lobo Verde (2005); O Beijo no Asfalto (2005); 4 pernas bom, 2 pernas mau (2005); Serpa- Terra Forte- II Encontro de Culturas (2005); Terra de Nadie/ Terra de Ninguém (2004); O Cavaleiro da Armadura enferrujada (2004); Simples (2004); Alice no País da cá (2002); A pequena Sereia (2002); Estranho Amor- II Maiale Nero (2002); Revolução dos Corpos Celestes (2001).
Em colaboração com outros artistas, criou desenhos de luz para as peças/ instalação site specific: Running Window de Jorge Santos (2007); Tsunami de Elsa Aleluia (2006); A Fuga de Wang-Fô de Joana Pupo (2006); e direcção técnica com operação de luz em Self de Carlota Lagido (2004) e Superman II de e por Francisco Camacho (2002).
Em colaboração com a Companhia Teatro do Morcego foi responsável pela cenografia para o espectáculo Fogo / Paixões (Coimbra.1999).
Na área de direcção técnica, iluminação e operação de espectáculos trabalhou no Festival Noites na Nora (Serpa.2005/2006); CCNC- Coimbra Capital Nacional da Cultura (Coimbra.2003); Festival Percursos (Coimbra – CCNC2003); Fringe- Festival Internacional de Dança Contemporânea (Tomar.2001/2002) e com Escola de Mulheres (Lisboa.2006); CEPIA – Centro de Estudos Performáticos I Artísticos (Odemira.2006); Encerrado para Obras (Coimbra.2006/2002); MAFIA – Federação Cultural de Coimbra (Coimbra, 2004/2002); Teatro das Beiras (Covilhã.2004); Teatro Morcego (Coimbra.2004/1999); Camaleão – Grupo Teatro de Coimbra (Coimbra.2003); Teatro da Rainha (Caldas da Rainha.2003/2002); Grupo de Teatro Marionet (Coimbra.2003/2001); Projecto BUH! (Coimbra.2003/2000).
Destaca-se a sua colaboração com o CITAC (1996/2006), onde iniciou a sua actividade na iluminação, orientando o workshop de conceitos básicos de luminotecnia para o curso de iniciação teatral do CITAC (2005) e também em desenho de luz e operação técnica de espectáculos: Sub-versões (2000), As Aventuras extraordinárias do Príncipe e do Castor (2004) e Gala Comemorativa dos 50 anos do CITAC (2006).


Marie Roche - Responsável pela difusão internacional
1974
Diplomada com DEA em Estética e Tecnologia da criação e das artes do Espectáculo, opção dança, na Universidade de Paris 8 Saint-Denis, orienta a sua pesquisa nos lugares de criação (mémoire de Maîtrise sur la Ménagerie de Verre) e sobre formas particulares de criação (mémoire de DEA sur les cessions « Polaroïd » par le groupe du 22 mai).
De 1999 à 2001, trabalha no Festival Nouvelles Scènes (Dijon), como estagiaria e em seguida como responsável da imprensa e começa o acompanhamento de coreógrafos (Brice Leroux, Catherine Baÿ, Marion Ballester).
Em 2000, acompanha artisticamente os trabalhos “Polaroid” do 22 de Maio (Grupo de 6 coreógrafos), e “Chambre”, um projecto coreográfico em quarto de hotel de Catherine Contour, acolhido pelo Centre Pompidou.
Entre 2000 e 2004, ela é administrativa da Associação Fragile de Christian Rizzo.
Em 2003/04, é iniciadora e directora artística de Off à la campagne, uma programação de residências coreográficas no Parco Natural Regional de Morvan-Bourgogne.
De 2005, é encarregada da produção e/o difusão de diferentes projectos e coreografos: “Varieté” de Annabelle Pulcini (04); RE.AL (05/07); Claudia Triozzi (06); Tiago Guedes desde 2007.


Carlota Sanches - responsável de comunicação e assistente de produção
1985
Nasceu na cidade de Lisboa . Filha de mãe espanhola e pai português, aprendeu desde cedo a falar as duas línguas. Iniciou a sua formação no Instituto Espanhol de Lisboa e actualmente está a concluir o curso de Comunicação e Cultura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
O contacto com movimentos culturais independentes, tanto em Espanha como em Portugal, despertaram-lhe um interesse maior pela divulgação de projectos, estruturas e circuitos alternativos aos institucionais. O que a levou, numa primeira instancia, à formação do colectivo Kid City responsável pela organização e promoção de concertos em Lisboa. Mais tarde, ainda centrada na produção independente, cria a editora daemond daemond com o intuito de divulgar o trabalho de novos artistas portugueses.
Actualmente conta já com a colaboração com estruturas como a Apordoc, responsável pelo festival doclisboa e a produtora Faux de Sérgio Tréfaut, director deste festival.


Martim Pedroso - Encenador e Artista Associado
1979
Nasce em Lisboa. Finalizou a Licenciatura do curso de Formação de Actores/Encenadores da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa em 2006, distinguido com nota de 19 valores. No teatro tem vindo a trabalhar com diversas companhias de teatro e criadores independentes. Estreia-se na encenação em 2005 com a peça da sua autoria Marcações para um crime no Teatro da Garagem. No mesmo ano co-encena com André e. Teodósio o espectáculo Metal a partir de uma colagem de vários textos para o 7º Mostra T no Teatro Taborda. Em 2006, apresenta na Casa Conveniente o resultado de um exercício de escrita a partir de «Na solidão dos campos de algodão» de B. M. Koltès no espectáculo (Impasse), o qual também esteve em cena no Rio de Janeiro. Ainda em 2006 participa na elaboração da performance Weekend com Nuno Lucas e Cláudio da Silva, no âmbito do Festival Alkantara. Em Maio de 2007 estreia a sua nova criação Seres Humanos a partir de Ingmar Bergman no Teatro Taborda. Em 2008 é convidado a integrar a estrutura de produção «Materiais Diversos» com a qual prepara os seus próximos projectos Dream Play e Purgatório a estrearem entre Dezembro de 2008 e Junho de 2009.

Joana Barrios - Coreógrafa e Artista Associada
Nascida em Beja na década de oitenta, Joana Barrios é actriz formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema desde Novembro de 2007.
Estagiou no Espai de Moviment VARIUM, sob a tutela da coreógrafa Anna Sánchez, e é pós graduada em Crítica de Cinema e Música Pop, pela Facultat Ramón Llull, do Grupo Blanquerna.
Está evidentemente dividida entre os dois reinos da península, onde trabalha com o Teatro Praga (LX) e os coreógrafos Tiago Guedes (LX) e Anna Sánchez (BCN), onde gosta de ser cozinheira (n’O Monte Alentejano, Montemor-o-Novo) e membro da família Holala Ibiza (BCN).
É feliz entre as artes performativas, antiquários e cozinhas e acha que consegue conciliar e fazer de todas estas actividades o seu objecto de trabalho.



EXPOSIÇÃO DO PLANO DE ACTIVIDADES

Objectivos artísticos e profissionais a alcançar, as linhas de orientação e a estratégia de desenvolvimento.

A MATERIAIS DIVERSOS define-se como uma estrutura de criação, difusão, formação e programação, pluridisciplinar, que embora ancorada no trabalho do coreógrafo Tiago Guedes, cria a partir dele relações com outros projectos e artistas, que irão definir as actividades dos próximos anos.
Essas relações vêm também de entendermos que estamos vocacionados para um trabalho pluridisciplinar e de cruzamento.
Esta reflexão advém de uma reflexão conceptual acerca do trabalho que temos vindo a desenvolver.
Ou seja, mesmo o trabalho do coreógrafo Tiago Guedes, cuja formação e área onde tem desenvolvido o seu trabalho tem sido a dança, é contaminado pelo seu interesse pelas mais diversas áreas (teatro, artes plásticas, performance, música, arquitectura).
O próprio coreógrafo é desenhador de luz, (com colaborações nos mais recentes espectáculos do encenador Martim Pedroso), o próprio Martim Pedroso, sendo actor, entrou como intérprete no projecto TRIO, criação 2005 de Tiago Guedes.
O festival CARTE BLANCHE que o coreógrafo programou no Théâtre le Vivat em Armentières, França, foi um pequeno festival pluridisciplinar onde as disciplinas dança, música e teatro estabeleciam ligações entre si.


O nosso principal objectivo é assim por um lado dar continuidade ao trabalho autoral do coreógrafo Tiago Guedes, produzir pontualmente (entenda-se pontualmente como cada vez que o criador quiser fazer novas produções, em oposição à produção estrutural do coreógrafo Tiago Guedes que tem um ritmo de produção já bastante avançado, com convites até 2012), o trabalho do encenador Martim Pedroso e da jovem coreógrafa Joana Barrios (descoberta por Tiago Guedes no espectáculo “Conservatoire” 2008 do Teatro Praga) e desenvolver o festival ENTRE^^SERRAS.
Estas diferentes linhas de acção são todas complementares e passamos a explicar de que forma:
Os projectos de criação serão todos acompanhados por uma equipa de produção e difusão que fará com que estes se financiem e se difundam de uma maneira concertada e optimizada.
Temos como objectivo aproveitar a rede de contactos em teatros e festivais onde o coreógrafo Tiago Guedes tem apresentado ao longo dos anos, para introduzir os novos artistas associados fazendo com que os seus trabalhos entrem no circuito internacional, divulgando assim a cultura portuguesa e fazendo com que os espectáculos tenham uma vida para além da sua estreia e que com essa vida possam ir aos poucos criando as suas próprias redes de contactos.

O Festival ENTRE^S^ERRAS será a novidade da nossa actividade, que apareceu por um lado devido ao sucesso do festival CARTE BLANCHE em Armentières, França e por outro, com a recente colaboração e cumplicidade com a Câmara Municipal de Alcanena. Este festival não será só uma iniciativa de programação mas também de produções próprias, onde vários trabalhos serão pensados e executados especificamente para o contexto do festival, pensados pelo seu director artístico e realizados em parceria por vários artistas e colectividades locais. (esta actividade será explicada detalhadamente no ponto seguinte)

No pedido de apoio que se faz resolvemos orçamentar as principais actividades da estrutura que serão a produção das novas criações do coreógrafo Tiago Guedes e o festival ENTRE^^SERRAS.
Optou-se por não introduzir as criações dos artistas associados por estas não serem estruturais, ou seja, com a abertura dos novos apoios pontuais, de 6 em 6 meses, achamos que estes concursos se adaptam melhor às características destes projectos.
Orçamentamos somente a produção destes projectos, (produção essa que se prende com o encontrar outros meios de financiamento e o desenvolvimento de relações internacionais), sendo que, quando os projectos pontuais forem entregues não será orçamentada a parte da produção e somente a artística, visto a parte da produção já fazer parte do presente pedido de apoio.

A MATERIAIS DIVERSOS define-se como uma estrutura de criação, difusão, formação e programação, pluridisciplinar, que embora ancorada no trabalho do coreógrafo Tiago Guedes, cria a partir dele relações com outros projectos e artistas, que irão definir as actividades dos próximos anos.
O nosso principal objectivo é por um lado dar continuidade ao trabalho autoral do coreógrafo Tiago Guedes, produzir pontualmente (entenda-se pontualmente como cada vez que o criador quiser fazer novas produções, em oposição à produção estrutural do coreógrafo Tiago Guedes que tem um ritmo de produção já bastante avançado, com convites até 2012), o trabalho do encenador Martim Pedroso e da jovem coreógrafa Joana Barrios (descoberta por Tiago Guedes no espectáculo “Conservatoire” 2008 do Teatro Praga) e desenvolver o festival ENTRE^^SERRAS.
Estas diferentes linhas de acção são todas complementares e passamos a explicar de que forma:
Os projectos de criação serão todos acompanhados por uma equipa de produção e difusão que fará com que estes se financiem e se difundam de uma maneira concertada e optimizada.
Temos como objectivo aproveitar a rede de contactos em teatros e festivais onde o coreógrafo Tiago Guedes tem apresentado ao longo dos anos, para introduzir os novos artistas associados fazendo com que os seus trabalhos entrem no circuito internacional, divulgando assim a cultura portuguesa e fazendo com que os espectáculos tenham uma vida para além da sua estreia e que com essa vida possam ir aos poucos criando as suas próprias redes de contactos.

O Festival ENTRE^^SERRAS será a novidade da nossa actividade, que apareceu por um lado devido ao sucesso do festival CARTE BLANCHE em Armentières, França e por outro, com a recente colaboração e cumplicidade com a Câmara Municipal de Alcanena. Este festival não será só uma iniciativa de programação mas também de produções próprias, onde pelo menos 4 trabalhos serão pensados e executados especificamente para o contexto do festival, pensados pelo seu director artístico e realizados em parceria por vários artistas e colectividades locais.
No pedido de apoio que se faz resolvemos orçamentar as principais actividades da estrutura que serão a produção das novas criações do coreógrafo Tiago Guedes e o festival ENTRE^^SERRAS.
Optou-se por não introduzir as criações dos artistas associados por estas não serem estruturais, ou seja, com a abertura dos novos apoios pontuais, de 6 em 6 meses, achamos que estes concursos se adaptam melhor às características destes projectos, que não terão obviamente na sua candidatura orçamentadas as despesas de produção, mas apenas as artísticas.
Orçamentamos pois somente a produção destes projectos, (produção essa que se prende com o encontrar outros meios de financiamento e o desenvolvimento de relações internacionais).


EXPLICAÇÃO DETALHADA DAS ACTIVIDADES A DESENVOLVER EM TERRITÓRIO NACIONAL E ESTRANGEIRO

CRIAÇÃO
Nova criação 09 /10
Falar na nova criação do coreógrafo Tiago Guedes é falar de toda uma nova fase do seu processo criativo e de uma nova estratégia na forma como o coreógrafo quer passar a desenvolver o seu trabalho, (justificada também pelo primeiro pedido de apoio estrutural para o seu trabalho).
Comecemos então um pouco pelo contexto que o fez chegar até aqui.
Depois de 3 anos de intenso trabalho, 2006-2007-2008, anos esses com 4 criações (Trio Multiplicado – 2006, Matrioska – 2007, Ópera – 2007 e Coisas Maravilhosas – 2008), coincidentes com o facto de ter sido, neste triénio, coreógrafo residente do Théâtre Le Vivat em Armentières, (com todas as acções de formação que dessa função advém), o coreógrafo resolveu desenvolver um projecto de criação diluído em dois anos e cheio de conexões que extravasam a simples produção de um espectáculo.
Uma das particularidades deste projecto é a residência artística que o coreógrafo fará no CAORG – Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro em Minde, nomeadamente no seu Conservatório Regional de Música, estabelecendo assim uma profícua e curiosa relação entre o ensino de música e a criação contemporânea (ver também Festival ENTRE^SERRAS).
Apresentamos de seguida o projecto e posteriormente falaremos das suas múltiplas conexões.

OS FANTASMAS DO CONSERVATÓRIO (título de trabalho) – criação 2009 / 2010

“Em 2008 voltei ao Conservatório de música da pequena vila onde nasci, em Minde, onde há 24 anos comecei a minha formação musical.
Tinha a intenção de revisitar esse lugar e esse período da minha vida com o desejo de encontrar um ponto de partida para uma nova criação.
Uma noite de Julho, assisti com grande interesse e com alguma nostalgia, à apresentação de fim de ano das classes de saxofone e clarinete.
Situação algo cómica, esta audição de fim de ano acontecia num auditório ocupado no dia anterior e no próximo por uma orquestra clássica e portanto a « cena » não tinha sido desocupada das cadeiras, púlpito do maestro, estantes e piano de cauda criando assim uma espécie de cenografia fantasma e não apropriada para a audição que acontecia essa noite.
Ficara mesmo a composição semi-circular tão específica dos concertos de música clássica formada por 40 cadeiras de plástico branco, sem função imediata mas que tanto estimulou a minha imaginação, acerca de um concerto passado no passado e no futuro, ausente fisicamente mas presente na imaginação.

Os alunos desfilavam um a um, sendo obrigados a roçarem-se nas cadeiras que pareciam dar vida a uma orquestra fantasma, talvez à espera de tocar observando os espectadores com os seus olhos invisíveis.
A acompanhadora de piano estava ao fundo da sala, de costas para o público e começava a tocar cada vez que um novo aluno chegava. Quando chegava a hora dos alunos das classes mais avançadas tocarem, as partituras de piano tornavam-se mais longas e um aluno colocava-se ao lado da acompanhadora para lhe virar as páginas das partituras.
Eu estava completamente hipnotizado por este ritual tão doce, calmo e poético, que misturava a música, a memória, a acção, o tempo suspenso, o equilíbrio entre pausa/espera e acção numa cenografia minimalista, repetitiva e fantasmagórica feita de cadeiras de plástico brancas.

As premissas para um novo espectáculo que desejava encontrar neste Conservatório, onde passei a minha adolescência, apareciam assim à medida que me deixava imbuir por este desenrolar sucessivo de imagens e sons. Vi-me a virar as páginas das partituras de uma pianista a tocar de costas ao fundo de uma sala, vi cadeiras de plástico brancas que se moviam sozinhas pouco a pouco, ouvi grandes clássicos de piano onde não percebia o que era gravado ou tocado ao vivo, vi um pequeno grupo coral sentar-se nas cadeiras vazias e que começava a cantar, sempre acompanhados do piano e da sua pianista enigmática…”


Contexto

“A música faz parte da minha formação, Estudei principalmente piano, mas igualmente todas as disciplinas necessárias para a evolução enquanto músico : acústica, formação musical, canto…
Foi um período muito rico artisticamente e mesmo tendo parado aos 16 anos e transferido os meus interesses artísticos para a dança, esta minha formação tem-me ajudado a construir a minha forma de organizar coreograficamente os meus espectáculos.

Desde há já bastante tempo e depois de vários espectáculos, a música tem-me perseguido.
«Matrioska» com a sua cantora fantasma e Rachmaninov em distorção ; «Ópera» com o seu playback habitado de Didon e Aeneas de Henry Purcell ; «Coisas Maravilhosas» e o seu coro de abertura que condicionava musicalmente todo o desenvolvimento do espectáculo…
Desta vez quero que a música seja o epicentro, o pretexto e o contexto deste trabalho. Voltar ao Conservatório aparece agora como uma evidência e uma experiência que quero transformar em espectáculo.
Regressar para redescobrir e voltar a interrogar – à luz de um caminho percorrido desde os meus 6 anos – a minha formação artística inicial. Passar por uma experiência física, de retorno a esse lugar e a esse tempo passado e a essa sensação que se imporá quando me colocar na postura de «aluno». Tudo isto sem perder de vista que o objectivo é criar um espectáculo de dança contemporânea.

Aprovado e encorajado pela equipa de direcção do Conservatório, esta decisão de voltar, para um momento de criação, oferece igualmente o interesse de desenvolver um projecto de criação e pensamento contemporâneo no seio de uma instituição dedicada ao ensino musical.
Esta experiência vai permitir alimentar e contaminar o ensino artístico neste local fazendo com que alunos e professores estejam envolvidos no desenvolvimento do projecto.
Uma experiência que me alimentará a criar um novo espectáculo mas que sem dúvida alimentará também as pessoas que lá trabalham, fazendo com que possam ver de outro prisma uma possível abordagem à musica e à arte em geral…Tudo isto convocando velhos fantasma.”


Criação 2010
Residência de Tiago Guedes no Conservatório de Música de Minde a partir de Maio de 2009.
Criação prevista para Maio / Junho de 2010.

Direcção Artística
Tiago Guedes

Interpretação
Tiago Guedes e dois bailarinos a encontrar;
Dois músicos escolhidos entre os alunos e professores do Conservatório.

Dramaturgia
Myriam Van Imschoot

Desenho de Luz
Caty Olive

Som
Sérgio Cruz

Cenógrafo e Figurinista
A encontrar

Assistente de ensaios
Pietro Romani

Direcção Técnica
Mafalda Oliveira

Produção
Materiais Diversos

Residências Artísticas
CAORG - Conservatório de Música de Minde
Festival Panorama - Rio de Janeiro
Théâtre Le Vivat - Armentières
Centro Cultural Vila Flor - Guimarães



Co-produções
Portugal
Culturgest, Lisboa
Centro Cult. Vila Flor, Guimarães
CAORG, Minde
França
Théâtre Le Vivat, Armentières
Uzès danse, Uzès
Le Triangle, Rennes
Brasil
Festival Panorama, Rio de Janeiro
Reino Unido
Festival Dance Umbrella, Londres
Migrations, País de Gales

(Em curso)
Portugal
O Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo
Festival Alkantara, Lisboa
Alemanha
Pact – Zollverein, Essen
Bélgica
deSingel, Antuérpia
França
Les Reencontres Choregraphiques de Seine Saint Denis, Bagnolet
ARCADI, Paris

DIFUSÃO
Informação inclusa na calendarização.


A nova criação do coreógrafo Tiago Guedes terá então esta nova componente que é a do diálogo activo entre uma estrutura artística (neste caso um Conservatório de Música). Para tal começará a sua “ residência “ neste conservatório a partir de Março de 2009, conhecendo as pessoas que lá trabalham, indo livremente às aulas e actividades realizadas, encontrando os alunos e professores, falando do projecto e absorvendo o que as pessoas do conservatório podem contribuir para o mesmo.
A ideia é mesmo fazer com que aquela pequena comunidade, (não nos podemos esquecer que este conservatório se encontra numa pequena vila de 5000 habitantes no meio do parque natural da serra d Aire e Candeeiros), se envolva no projecto fazendo com que ele também seja deles.
Ao dar este “livre-trânsito”, a direcção do Conservatório permite desenvolver um projecto a longo termo, contrariando assim uma forma rápida de criar (que tem sido a forma como tenho criado e que agora gostaria de mudar).
O desenvolvimento do projecto começará com estas residências individuais do coreógrafo entre Maio 09 e Outubro 09, seguindo-se residências de criação com toda a equipa do projecto em Novembro e Dezembro 09, e por último então as residências internacionais (depois do trabalho feito “in loco” ter ditado o que será o projecto) e as respectivas estreias nacionais e internacionais.
O espectáculo terá a sua estreia nacional no grande auditório da Culturgest em Lisboa em Maio / Junho de 2010 e a sua estreia internacional em Maio de 2010 em festival a definir (co-produções em curso).
Esta residência a longo termo fará também o link com a população desta vila de forma a que os seus habitantes tenham contacto com o “fazer” artístico e captando as suas atenções para o Festival ENTRE^SERRAS a desenvolver anualmente no mês de Setembro de cada ano em Minde e Alcanena, convocando a população a assistir a ensaios aberto e organizando conversas acerca do desenvolvimento do projecto.
Esta criação também será a primeira de uma relação iniciada com o Teatro Municipal São Pedro em Alcanena, sede de concelho e da qual Minde é a sua maior freguesia.
É neste Teatro que se ensaiará e se farão residência técnicas e também será aqui que o espectáculo se apresentará em Setembro de 2010.

DIFUSÃO NACIONAL

Para nós a difusão é parte integrante da nossa actividade, muito importante e à qual dedicamos uma especial importância.
Desenvolvemos sempre os projectos de criação em três fases específicas mas interligadas, pré-produção, produção e pós-produção (difusão).
Esta é pensada e desenvolvida desde o início do projecto, ou seja, não esperamos que este tenha a sua estreia para só aí começar a apresentá-lo aos possíveis difusores.
Tentamos sempre que possível junto à estreia ter logo uma tournée marcada de forma a rentabilizar meios e equipas, (normalmente o coreógrafo Tiago Guedes trabalha com equipas internacionais, que requerem um outro tipo de organização e timings nas tournées).
Tentamos sempre que possível contrariar o atraso nas decisões dos programadores nacionais (que muitas das vezes decidem as suas programações com muito pouco tempo de antecedência dificultando a organização de circulações concertadas com outros parceiros).
No entanto temos vindo a desenvolver algumas relações sólidas com parceiros nacionais que vamos manter para o futuro (tanto para os trabalhos do coreógrafo Tiago Guedes como para os do encenador Martim Pedroso e da jovem coreógrafa Joana Barrios). A rede que tem sido criada fez com que ganhássemos a confiança dos programadores nacionais para que programem os espectáculos do coreógrafo Tiago Guedes à partida (não esperando pela estreia mas sim dando um voto de confiança fruto das parcerias e colaboração em projectos passados), e que se interessem vivamente pelos outros artistas que a Materiais Diversos produz.
De notar também que propomos sempre aos nossos parceiros nacionais várias acções que ajudam a nosso ver a consolidar as relações com estes sítios, tais como workshops paralelos ás apresentações, conversas depois dos espectáculos e demais iniciativas.
Infelizmente a rede que existe em Portugal ainda é escassa e são poucos os sítios que de facto fazem a nosso entender um bom trabalho de acompanhamento e de interesse pelos artistas nacionais. Também para contrariar isso deslocamo-nos aos sítios (o director artístico e a directora de produção) para apresentar os projectos da estrutura e falar nos projectos do futuro, fazendo assim com que o contacto seja o mais directo possível e ultrapassando assim uma barreira que infelizmente ainda existe, que é a do silêncio absoluto por parte de muitos programadores do nosso país.
Este contacto directo tem sido produtivo e para a próxima criação do coreógrafo existe já interesse de alguns co-produtores / apresentadores tais como:Culturgest em Lisboa e o Centro Cultural Vila Flor em Guimarães.

Deixamos aqui só como exemplo um circuito de teatros e festivais nacionais com os quais a Materiais Diversos tem colaborado e vai continuar a colaborar, ou com as quais tem mantido contactos relativamente aos projectos futuros:


Balleteatro, Porto
Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão
Centro Cultural de Belém, Lisboa
Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
Cine-Teatro São Pedro, Alcanena
Companhia de Dança Contemporânea de Évora, Évora
Culturgest, Lisboa
Devir / Capa, Faro
Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo
Festival Alkantara, Lisboa
Festival da Fábrica, Porto
Festival Temps d’Images, Lisboa
Museu Colecção Berardo, Lisboa
Negócio / Galeria ZDB, Lisboa
Quarta Parede, Covilhã
Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra
Teatro Municipal da Guarda, Guarda
Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa
Teatro Nacional de São Carlos, Lisboa
Teatro Nacional de São João, Porto
Teatro Taborda, Lisboa
Teatro Viriato, Viseu
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DIFUSÃO INTERNACIONAL

Falar na rede de 60 teatros e festivais por onde já passei, projectos agendados, Tiago, Martim em Nápoles, Joana em Genebra.

A difusão internacional é neste momento a parte mais estruturante da Materiais Diversos. Ou seja, é através das tournées e co-produções internacionais que o coreógrafo Tiago Guedes tem mantido a estrutura e é neste campo que se tem investido significativamente existindo mesmo um elemento da equipa que se dedica exclusivamente às relações internacionais, na prospecção de novos mercados, no encontrar co-produtores internacionais para as novas criações e claro no alimentar das relações criadas até agora com os inúmeros teatros e festivais pelos quais temos apresentado o nosso trabalho. Este elemento da equipa, Marie Roche (ver currículo) trabalha estrategicamente a partir de Paris, encontrando-se no centro nevrálgico da dança contemporânea na Europa e, estando no centro da Europa, tendo uma mobilidade para se deslocar rapidamente a qualquer lugar no intuito de ter reuniões com o diversos programadores.
Sempre que possível o coreógrafo Tiago Guedes acompanha esta colaboradora tanto para falar acerca do seu trabalho, como do trabalho que a Materiais Diversos produz (festival e jovens artista), no intuito de arranjar co-produções, parcerias e alargar a rede de contactos.
Ter sido coreógrafo residente do Théâtre Le Vivat em Armentières (ao pé de Lille) permitiu que durante três anos (2006-2008) todas as criações do coreógrafo tivessem estreado num ponto estratégico, no centro da Europa, fazendo com que a deslocação de programadores, nomeadamente franceses, belgas e suíços, contribuísse para a alargada rede de contactos e parceiros que existe actualmente.
A estratégia de internacionalização da Materiais Diversos será então continuar a alimentar as parcerias já existentes (propondo residências, co-produções) que são em toda a Europa e no Brasil e desenvolver / alargar esta difusão a territórios potenciais onde começamos a apresentar o trabalho (Índia, Indonésia, Singapura, Rússia, Estados Unidos da América e países da Europa do Norte).
Esta rede faz com que para a próxima criação do coreógrafo já exista interesse de alguns co-produtores internacionais nomeadamente: Théâtre Le Vivat, Armentières, França / Pact – Zollverein, Essen, Alemanha / Festival Dance Umbrella, Londres, Reino Unido / deSingel, Antuérpia, Bélgica / Le Triangle, Rennes, França / Les Reencontres Choregraphiques de Seine Saint Denis, Bagnolet, França / ARCADI (Action régionale pour la création artistique et la diffusion en Ile-de-France, Paris), França / Festival Panorama, Rio de Janeiro, Brasil / Festival Dance Umbrela, Londres, Reino Unido / Uzesdanse, Uzès, França
Também o trabalho dos jovens artistas que apoiamos beneficiarão desta rede e só como exemplo a nova peça de Martim Pedroso a apresentar em Maio de 2009 terá a sua estreia internacional no festival internacional de Teatro de Nápoles e a peça da coreógrafa Joana Barrios estreará internacionalmente em Genebra no Théâtre L’Usine ( em curso ).
Deixamos aqui só como exemplo um circuito de teatros e festivais com os quais a Materiais Diversos tem colaborado e vai continuar a colaborar no futuro:

ARTIUM Centro-Museo Vasco de Arte Contemporâneo, Vitoria-Gazeits, Espanha
Bienal dos Jovens Criadores do Mediterrâneo, Atenas, Grécia
Centre Beaulieu, Poitiers, França, 16 de Novembro,.
Centre Chorégraphique National de Rennes et de Bretagne, Rennes, França
Centre Chorégraphique National de Tours, Tours, França
Compagnie L’Oiseau-Mouche, Roubaix, França
Cultuurcentrum Kortrijk, Kortrijk, Bélgica
Dietheater/Imagetanzperspektive, Viena, Áustria.
Festival Le Choré-Graphique, Tours, França
Festival Artdanthé, Vanves, França
Festival C’est de la danse contemporaine, Toulouse, França
Festival Dance Umbrella, Londres, Reino Unido
Festival Danse enVol, Bruxelas, Bélgica
Festival de la Bâtie, Genebra Suíça
Festival de Outono de Budapeste, Budapeste, Hungria
Festival des arts vivants, Nyon, Suiça
Festival FID, Belo Horizonte, Brasil
Festival La Rose des Vents, Villeneuve d’Asq, França
Festival Latitudes Contemporaines, Lille, França
Festival MIRA, Bordeaux, França
Festival Pays de Danses, Liège, Bélgica
Festival Santarcangelo dei Teatri, Santarcangelo, Itália
Festival Tanzperformance Köln, Colónia, Alemanha
Festival The Personal Profile, Moscovo, Rússia
Festival Vivat la Danse ! Théâtre Le Vivat, Armentières
Festivals Hors Saison, Vanves, França
Kaaitheater, Bruxelas, Bélgica
L’estive – Scène Nationale de Foix et de l’Ariège, Foix, França
La Cartoucherie, Atelier de Paris/Carolyn Carlson, Paris, França
La Fundicion, Bilbao, Espanha
La Montagne Magique, Bruxelas, Bélgica.
Le Triangle, Rennes, França
Les RésiDanses, Armentières, França
Madli Levi Fest, Liubliana, Eslovénia
Marseille Objectif Dans, Marselha, França
Museu Nacional de Singapura, Singapura, Singapura.
PANORAMA Rioarte de Dança Rio de Janeiro, Brasil
SESC Copacabana – Mezanino, Rio de Janeiro, Brasil
SESC PAULISTA, São Paulo, Brasil
Sprindance Festival, Utrech, Holanda
Tanzahaus, Dusseldorf, Alemanha
TBA Festival, Portland, Estados Unidos da América
Teatro Dom Silvério, Belo Horizonte, Brasil
Théâtre Halles de Schaerbeek, Bruxelas, Bélgica, 26 de Outubro,.
Théâtre Arsénic, Lausanne, Suiça
Théâtre de Cahors, Cahors, França
Théâtre de L’l, Bruxelas, Bélgica
Théâtre de l’Oiseau-Mouche, Roubaix
Théâtre de la Bastille, Paris, França
Théâtre de la Place, Liège, Bélgica
Théâtre Le Vivat, Armentières, França
Théâtre National de Bordeaux en Aquitaine, Bordeaux, França
Théâtre Pôle Sud, Strasbourg, França
UFBA Universidade Federal da Bahia, Salvador da Bahia
Woking Dance Festival, Woking, Inglaterra

Para além dos festivais e teatros já mencionados anteriormente, existem ainda alguns contactos e marcações para 2009-2010, nomeadamente:

Centre Malraux, Vandoeuvre les Nancy, França
Cultuurcentrum Hasselt, Hasselt, Bélgica
Festival Artdanthé, Vanves, França
Festival Attakkalari Índia Biennial 2009, Bengalore, India
Festival de Rêveurs Eveillés, Sevran, França
Scène Nationale, Dieppe, França
Théâtre de Saint-Quentin-en-Yvelines, Saint-Quentin-en-Yvelines, França
Teatro Castro Alves, Salvador, Brasil
O Espaço do Tempo, Montemor o Novo, Portugal
Festival L Ouvo, Milão, Itália
Théâtre L’Agora, Evry, França
Actovy Zal, Moscovo, Rússia

E todos os festivais e teatro mencionados como co-produtores da nova criação do coreógrafo Tiago Guedes que apresentarão o seu novo espectáculo, Os Fantasmas do Conservatório.


APOIO A PROJECTOS EMERGENTES

Um dos eixos da Materiais Diversos é o do apoio a projectos emergentes de artistas com os quais já temos cumplicidade, continuando assim o trabalho desenvolvido (Martim Pedroso) ou outros que descobrimos e que sentimos potencial para se desenvolverem com o nosso apoio (Joana Barrios).
Embora estes projectos não entrem no orçamento da estrutura (como já explicamos em cima, nos orçamentos destes projectos não será orçamentada a equipa de produção, porque essa será a da estrutura, já orçamentada, não existindo assim duplicação de apoio aquando a candidatura destes projectos individuais aos apoios pontuais ), na abertura dos concursos pontuais, estes criadores, se assim acharem bem, concorrerão a estes concursos pois julgamos que estes se adequam melhor à natureza dos seus projectos.
No entanto, vamos produzir 3 projectos em 2009 frutos de apoios pontuais destes jovens artistas em 2008. Deixamos aqui um resumo de cada um deles.
De notar que estes projectos serão apresentados também no festival ENTRE^^SERRAS ( Purgatório e Fake )

Martim Pedroso

DREAM PLAY ( objecto de apoio pontual em cruzamentos no concurso de 2008 )
Dream Play 1- Negócio / ZDB de 16 a 21 de Dezembro de 2008
Dream Play 2- Galeria Appleton Square de 21 a 25 de Janeiro de 2009
Dream Play 3- Cinema São Jorge de 3 a 8 de Março de 2009

Apresentações em curso para 2009: Devir/ Capa; Espaço do Tempo

Concepção e Direcção
Martim Pedroso

Interpretação
Ana Monteiro
Ana Ribeiro
Bernardo de Almeida
Célia Ramos
Hugo Tourita
Maria Duarte
Vítor d`Andrade

Assistência da Direcção Artística
Sofia Ferrão
Cátia Leitão

Figurinos
Martim Pedroso

Realizador
António Duarte

Assistente de Realização
David La Rua

Designer de Som
Sérgio Cruz

Desenho de Luz e Direcção Técnica
Mafalda Oliveira

Espaço Cénico / Fotografia
Patrícia Almeida

Produção
Materiais Diversos

Co-Produção
EGEAC
O Espaço do Tempo
ZDB
Fundação Calouste Gulbenkian

Projecto Financiado pela Direcção Geral da Artes / Ministério da Cultura


PURGATÓRIO ( objecto de apoio pontual em teatro no concurso de 2008 )
Festival de Teatro de Nápoles - Junho de 2009–estreia internacional (em negociação)
Teatro Maria Matos – Junho de 2009 – estreia nacional

Autor
Joris Lacoste

Adaptação e Encenação
Martim Pedroso

Interpretação
Daniele Pilli
Estelle Franco
Flávia Gusmão
Paula Diogo
Vítor D’Andrade

Assistente de Encenação
Cláudia Gaiolas

Desenho de Luz
Tiago Guedes

Figurinos
Maria Duarte

Espaço Cénico
André Guedes

Vídeo
David La Rua

Designer de Som
Sérgio Cruz

Fotografia
Rogério Sena

Direcção Técnica
Mafalda Oliveira

Produção
Materiais Diversos

Co-Produção
Teatro Maria Matos
ZDB
Capa
O Espaço do Tempo
Em curso: Teatro Nacional de São João, Fundação Calouste Gulbenkian

Projecto financiado pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes


Joana Barrios

FAKE
Estreia prevista para Fevereiro de 2009 no Negócio / ZDB

Direcção Artística, Interpretação e Espaço Cénico
Joana Barrios

Coaching
Rui Horta, Pedro Penim, Teatro Praga

Figurinos
Loera Mendian

Direcção Técnica
Mafalda Oliveira

Produção e Difusão
Materiais Diversos

Co-Produção (em curso)
Negócio / ZDB, Lisboa, Portugal
O Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo, Portugal
Centro Cultural de Belém, Lisboa, Portugal
Théâtre de L Usine, Genebra, Suíça ( em curso )
La Porta e La Mekanica, Barcelona, Espanha ( em curso )



FESTIVAL

ENTRE^^SERRAS
Festival internacional de artes performativas

Nos dias de hoje acho muito importante oferecer às populações que não vivem nos grandes centros urbanos, a possibilidade de uma oferta cultural vibrante.
A desertificação que se sente no interior do país não está somente ligada à falta de ofertas profissionais mas também à falta de ofertas culturais. Se inevitavelmente um tipo de “melhor qualidade de vida” se pode alcançar na província, é certo que essa qualidade de vida se prende mais com a dimensão do espaço, o ar que se respira e o acesso mais facilitado aos bens económicos e não tanto com essa tal oferta cultural tão importante nos dias que correm.
Culturalmente, e não minorando o trabalho que alguns Cine-Teatros e estruturas estão a fazer no terreno, achamos que ainda existe muito a desenvolver, muito para inventar no sentido de oferecer às populações e de acima de tudo dar a descobrir o que se anda a fazer em Portugal e fora dele.
Agrada-me a ideia de que alguém que vive em Alcanena ou em Minde, durante o período do festival, ter uma oferta cultural equiparada a um grande centro urbano, um espectáculo de dança acabado de estrear em Berlim ao lado de casa ou a nova peça de um jovem encenador do Porto a ser apresentada no Teatro da vila.
Existem vários exemplos de sucesso que têm vingado em Portugal, exemplos de uma descentralização cultural não facilitista, que arrisca na programação e que se rege por parâmetros de qualidade do que oferece.
Esses exemplos são, só para referir alguns, O Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo, o festival Citemor em Montemor-o-Velho ou o festival Escrita na Paisagem em diversos conselhos do Alentejo, casos de implantação de estruturas ou festivais de arte contemporânea que são um sucesso de público e reconhecidos em todo o pais pela excelência da sua qualidade artística.
Devido à minha actividade como coreógrafo tenho viajado muito por toda a Europa e apresentado o meu trabalho em muitas pequenas cidades do interior da França (para tomar o exemplo de um país) onde existem vibrantes festivais de dança, teatro e música e onde o público tem uma curiosidade enorme com o que chega “a suas casas, aos seus teatros”. Existe pois um público ávido na descoberta e que toma a experiência artística como um meio de se enriquecer cultural e socialmente.
É esta excelência que queremos trazer ao concelho de Alcanena e à sua população, desenvolvendo um festival de arte contemporânea, ancorado numa programação transdisciplinar onde a dança, o teatro, a música, as artes plásticas e o cinema encontrarão uma maneira de se interligarem e os onde os espectáculos e actividades a apresentar desenharão um mapa cultural do que de mais pertinente se anda a fazer...Hoje.

Experiências anteriores / experiências futuras

Nestes últimos anos tive a experiência fantástica de ser coreógrafo residente no Théâtre le Vivat em Armentières (uma pequena cidade no norte de França).
Esta experiência teve a duração de três anos (2006 / 2008) e deu-me a possibilidade de conhecer de perto e de dentro o modo de funcionamento de um teatro de província e de todas as acções por ele promovidas (workshops, residência artísticas, festivais e acções pedagógicas). Devido a uma grande relação de proximidade com a directora deste teatro – Eliane Dheygere – fui trabalhando directamente na elaboração das actividades e pensando em conjunto acerca de diferentes programas, estratégias de chegar aos públicos e acima de tudo maneiras de aproximar as pessoas a disciplinas menos usuais (as ligadas à arte contemporânea).
Um dos momentos que destaco foi a possibilidade de desenvolver o projecto Carte Blanche, que como o nome indica foi uma carta branca que o teatro me deu para programar durante um longo fim de semana o que pretendesse, focando essa programação no que se faz hoje em Portugal.
Este projecto foi para mim essencial porque tratei de todo o processo (desde o convite às companhias, à gestão financeira, ao pedido de apoios institucionais, à produção e à organização do evento em França).
Foram apresentados cinco artistas e companhias (Teatro Praga, Projecto Teatral, Inês Jacques, Tiago Guedes, Vera Mantero) num total de 6 espectáculos divididos por dança, música e teatro.
O balanço deste fim-de-semana foi bastante positivo e com um excelente retorno do público e da equipa do teatro. Para mim foi uma primeira experiência na organização de eventos e na elaboração de um projecto artístico de programação que me deu bases para este que desenvolvo agora.

Porquê desenvolver um projecto de festival em Alcanena / Minde?
Vivi em Minde até aos meus dezoito anos altura em que vim para Lisboa onde me licenciei em Dança na Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa.
Mantenho com esta vila uma relação de proximidade (é lá que vive toda a minha família materna) e de distância (estar ausente 12 anos fez-me ter noção das principais características e transformações que tem acontecido na região).
Uma dessas transformações foi a vila ter deixado de ter uma força industrial ligada ao têxtil (que nos anos oitenta fez desta vila uma das mais prósperas do país). No entanto reparo que a actividade cultural ligada a um espírito associativo enorme fez com que as pessoas não desanimassem e que em conjunto desenvolvessem projectos bastante interessantes. Como se o interesse económico ligado à indústria (e a uma certa individualidade de valores) se tivesse transformado de uma maneira inconsciente num interesse cultural (e numa ideia de partilha e conhecimento).
Numa vila com 3000 habitantes é notável existir um conservatório de Música (com uma escola de dança dentro), um Centro de Artes e Ofícios (CAORG – instituição de utilidade pública a operar na área da música, dança, artes plásticas e tecelagem), um museu dedicado à vida e obra do pintor Roque Gameiro (mas também com uma sala de exposições temporárias que acolherá obras de outros artistas), uma banda, um festival de jazz, um grupo de teatro que existe à mais de 40 anos, e isto só para nomear os mais visíveis.
Ao falar com os responsáveis de algumas destas associações apercebi-me de um grande interesse na renovação destas actividades, num evento que concilie o que já se faz (reflectindo sobre isso) e introduza o que se faz fora dali (fazendo com que isso influencie de uma forma positiva o que se passa no terreno).
Com o convite do Cine-Teatro São Pedro para apresentar um dos meus solos (Materiais Diversos, 2003), apercebi-me também que este Teatro e as pessoas que lá trabalham têm uma vontade enorme que a cultura seja uma referência para o concelho, dando uma actividade ao seu novo Teatro que o transforme de facto num sitio de encontro e de descoberta.
Daí pensar neste festival num eixo Alcanena / Minde, de forma a que se crie um fluxo entre estes dois locais, criando assim uma deslocação de pessoas a verem espectáculos em ambos os sítios, tendo curiosidade pelas especificidades de cada um e descobrindo até novos lugares que têm estado tão perto, mas que um espectáculo pode fazer que sejam descobertos de uma outra forma.
Esta transversalidade faria assim com que uma certa “rivalidade” entre os dois locais se esbatesse em prol de um interesse comum e de um acontecimento que não é nem de Minde nem de Alcanena, mas sim do concelho e acima de tudo, dos seus habitantes.
A seu tempo ( num periodo tido entre 2 a 4 anos ) a Câmara Municipal de Alcanena comprometeu-se a reconstruir uma das fábricas textil desactivadas da região e transforma-la em sede do festival e em centro de pesquisa e residência para as artes performativas, sendo este o polo cultural dinamizador da região. Será então um espaço onde anualmente vários artistas serão recebidos em residência, de apresentação ( contamos fazer cada fim de semana uma apresentação entre música , dança, teatro, performance, artes plásticas, works in progress ) e festival ( anualmente em setembro durante 2 ou 3 semanas ).
Teremos então um ENTRE^^SERRAS, centro de investigação em artes performativas que funcionará anualmente e o ENTRE^^SERRAS, festival internacional, cada Setembro. Este desenvolvimento será fruto de candidaturas futuras.


Filosofia do festival / Programação / Artistas

Para mim um festival terá tanto mais sucesso quanto as pessoas sentirem que ele também é delas e que podem estar de facto envolvidas. Acredito que hoje em dia é impossível construir um festival por catálogo e apresenta-lo como um óvni que vem de fora e que aterra de uma forma “estranha” no meio das populações.
As acções pedagógicas (através de workshops, conversas pós-espectáculos, debates, conferências) e a inserção das pessoas em alguns dos projectos facilitam o acesso às obras apresentadas e fazem os públicos “viver” os espectáculos de uma outra forma.

Um dos eixos do festival o que vem de fora / o que vem de dentro.
Para isso pensei numa programação que concilie espectáculos já existentes e que se apresentarão pela primeira vez no concelho, proposta nacionais e internacionais (o que vem de fora) com espectáculo a “inventar” com as estruturas que já existem no local (o que vem de dentro).
Aproveitando a relação privilegiada que o concelho tem com a música convidamos projectos que voltam a pensar essas novas relações que a música e a dança encontraram depois de vários anos de "silêncio". por exemplo, o coreógrafo Raymund Hoghe refaz um lago dos cisnes ou a coreógrafa Eszter Salamon trabalha com música folclórica da sua região.
Contamos com isso que um potencial público de música veja uma oportunidade de ver novas relações entre estas duas areas artísticas, a música e a dança.

Outro eixo será a paisagem.
Quero aproveitar a magnífica paisagem que envolve a nossa região e que vai desde a foz do Alviela, até ao Polge de Minde e ao Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros. Para tal conto desenvolver projectos específicos e que se insiram na paisagem, dialogando com ela, fazendo-a descobrir de uma outra forma e acima de tudo criar a relação um pouco esquecida que as populações têm com ela.
A acrescentar que idealizo o festival em Setembro para que todas estas actividades possam acontecer “em segurança” climatérica.

Tentarei cruzar as diversas disciplinas artísticas fazendo com que as actividades se realizem no interior e no exterior e que cada uma delas concilie espectáculos já feitos e espectáculos a desenvolver com as populações.
Algumas ideias começam a nascer e só como exemplo vou referir alguns projectos que quero desenvolver em cada área e que envolvem as comunidades locais.

Foi pensada uma programação que concilie:
Espectáculos já existentes e que se apresentarão pela 1ª vez no concelho

Propostas nacionais e internacionais:

- Raimund Hoghe, Swan Lake ou Le Sacre du Printemps, Alemanha - dança ( estreia em Portugal )
- Ezster Salamon, Magiar Tancok, Hungria - dança ( estreia em Portugal )
- Jonathan Borrows, 3 duetos, UK - dança
- Nelisiwe Xaba e Kettly Noël, Correspondance, Africa do Sul e Mali - dança ( estreia em Portugal )
- Karine Decorne e Simon Proffitte, Bwyd Sonic, País de Gales - música e culinária ( estreia em Portugal )
- Tânia Carvalho, De mim não posso fugir paciência, PT - dança
- Martim Pedroso, Purgatório, PT - teatro
- Artistas Unidos, Sabat Mater, PT - teatro
- Vera Mantero, Concerto Caetano, PT - música
- Joana Barrios, Fake, PT - dança


Espectáculos a “inventar” c/ as estruturas que já existem no local:

- Concerto da Inês Jacques e Eduardo Raon com a orquestra do Conservatório de Minde - música
- Concertos Míticos –1 grupo de artistas, nacionais e internacionais reproduzem em play back 1 concerto de 1 grupo mítico que “ressuscita” no festival - música e performance
- ENTRE^^SERRAS complaints choir – 1 projecto internacional de coro social que existe já em várias cidades diferentes, ver site http://www.complaintschoir.org/choirs.html - música
- Boca de Cena encontra – Nesta 1ª edição contamos convidar o encenador Pedro Penin a trabalhar com este grupo - teatro
- Fábrica – Organizar 1 workshop com empregados fabris da RENOVA e a coreógrafa Filipa Francisco - dança e performance
- Projecto nos Museus – Convidar os artistas André Murraças e Tino Seghal a intervir no Museu Nacional do Curtume, e no Museu Roque Gameiro - performance e artes pláticas
- Em 10 lojas (de Alcanena e Minde) propor a artistas plásticos que reformulem as suas montras tornando-as em laboratórios artísticos - artes plásticas
- Recuperar velhas tradições do fazer tradicional, c/ os artesãos do concelho (curtumes, cortiça, têxtil) p/ em cada edição criar 1 protótipo de objecto - design
- Convidar 1 desenhador de luz a desenvolver 1 projecto de luz na paisagem - artes plásticas
-Bolsa Jovens Artistas:
Convidar 4 jovens artistas a realizar uma residência criativa e a apresentar o resultado do seu trabalho no festival. Estes resultados não têm que ser necessáriamente espectáculos e serão fruto de discusão por parte de outros artistas a convidar.

PRODUÇÕES PRÓPRIAS
Um dos pontos fortes do festival são as produções próprias pensadas a partir do contexto local e convidando artistas a colaborar com as colectividades da região.
Para esta primeira edição queremos desenvolver 5 projectos de produção própria.

Concertos Míticos – Neste projecto convidamos um grupo de artistas, nacionais e internacionais a reproduzirem em play back um concerto de um grupo mítico que “ressuscita” no festival.
Nesta primeira edição produziremos um concerto dos THE DOORS e convidamos 4 artistas a imaginá-lo e reproduzi-lo no festival.
Queremos pôr em contactos neste projecto vários artistas que não trabalham juntos mas que aqui terão oportunidade de se conhecerem e de trabalhar num projecto em comum.

ENTRE^^SERRAS complaints choir – Um projecto internacional de coro social que existe já em 100 cidades diferentes...ver site.
A ideia é motivar as pessoas da região a escrever-nos as suas queixas (pessoais, sociais, acerca do mundo, acerca da vila, acerca dos outros), compilar esta informação, convidar um músico e fazê-lo trabalhar com os dois coros locais (o coro da igreja e o coro do Conservatório de música).
O resultado será apresentado no dia de abertura do festival, cantando este coro um rol de queixas que de uma forma alegre e divertida alerta para vários problemas, pessoais mas também sociais.
A ideia é que este coro “ cante “ várias vezes durante o festival nos diferentes sítios onde o festival se vai desenvolver. Queremos também aproveitar a abertura do festival, onde certamente o Presidente de Câmara estará, fazendo com que estas queixas cheguem aos ouvidos de quem poderá fazer algo.
Para este primeiro coro contamos convidar o músico Eduardo Raon a elaborar a música e dirigir os coros e coordenar os diferentes instrumentos (queremos convidar alguns alunos do conservatório a juntarem-se a este coro com os seus instrumentos).

Boca de Cena encontra... - Em cada edição contamos por um encenador em contacto com o grupo de teatro amador de Minde, Boca de Cena, fomentando assim um encontro profícuo de onde sairá um novo espectáculo a estrear no festival. Para esta primeira edição contamos convidar o encenador Pedro Penin, director do Teatro Praga.

Fábrica – Aproveitando o contexto fabril da região gostaríamos de propor a algumas fábricas (têxtil, curtumes e de papel) a organizar um grupo de empregados interessados a fazer um workshop, com um artista que propomos, e o resultado desse workshop ser apresentado no festival. Para esta primeira edição gostaríamos de por em contacto os empregados da RENOVA com a coreógrafa Filipa Francisco.

Projecto nos Museus – A região inaugura brevemente dois museus, um em Alcanena, O Museu Nacional do Curtume, e outro em Minde, O Museu Roque Gameiro.
Gostaríamos de convidar os artistas André Murraças e Tino Seghal para intervir nestes espaços e desenvolver o trabalho que têm feito especificamente para museus e galerias.

Projecto Montras – Queremos convidar vários artistas plásticos e designers a intervir nas montras de algumas lojas dos locais onde o festival se apresenta.
A ideia é refazer as montras destas lojas com as coisas que as lojas vendem, proporcionando assim ao público um encontro artístico e inesperado com a loja onde vão diariamente.



Cinema
Gostava de desenvolver uma programação de cinema baseada no tema da paisagem vista pelos olhos de cineastas, coreógrafos e encenadores e que estes ciclos fossem apresentados ao ar livre e no campo, como uma memória dos “filmes de lençol” de outros tempos. Para tal e visto não ser a minha área trabalharia com o crítico e curador de cinema Ricardo Matos Cabo que tem desenvolvido trabalho nesta área nomeadamente em ciclos apresentados no DOCLisboa e na Culturgest.
O concelho de Alcanena tem também dois espaços onde se pode fazer projecção de cinema: o Cine Teatro e o Auditório


Artes Plásticas
Aproveitando a inauguração do Museu Roque Gameiro em Minde e o Museu do Curtume em Alcanena gostava de propor a artistas plásticos repensarem o que estes museus oferecem e trabalharem de uma forma contemporânea acerca disso.
Gostava também de propor visitas guiadas criativas onde o conceito de visita guiada é transformado em visita criativa, aproveitando as peças expostas como catalisador de outras experiências e conhecimentos.

Outro projecto que envolve a comunidade com artistas plásticos é ter 5 lojas em cada sítio (5 em Alcanena e 5 em Minde) e propor a esses artistas que reformulem as suas montras tomando-as como laboratório artístico, mas com a obrigação de trabalhar somente com os materiais, objectos e produtos específicos de cada loja, fazendo com que a montra da loja não perca a sua função (ser um mostruário do que se vende dentro) mas que seja reconfigurada de uma maneira totalmente diferente.
Gostava também de desenvolver um projecto onde se recupera as velhas tradições do fazer tradicional, trabalhando com os artesãos que ainda existem no concelho (na nossa região os curtumes, a cortiça, o têxtil, as mantas) e em cada edição do festival criar um protótipo de objecto que poderá ser comercializado recuperando as técnicas tradicionais mas trazendo-as para a actualidade. Para este projecto contaria com a ajuda do designer de equipamento Luís Ferreira que tem desenvolvido trabalho nesta área com o projecto “fazer o campo” no CENTA (Centro de Novas Tendências Artísticas de Vila Velha de Ródão).
Gostaria também de implantar intervenções plásticas no espaço público interpelando assim as pessoas nos seus percursos quotidianos.
Por terminar gostava também de desenvolver por edição um projecto onde a luz fosse o centro, convidando um desenhador de luz de teatro e dança a idealizar um projecto de luz na paisagem.


Paisagem
Gostava de desenvolver vários projectos alusivos ao tema e a desenvolver “in loco”.
Um deles com arquitectos paisagistas e propor um projecto de novo reconhecimento do espaço propondo percursos e descobertas de sítios que julgamos conhecer mas que podemos descobrir de uma outra forma.
Outro é propor aos artistas convidados “pensar” o meio envolvente como um percurso, onde poderiam existir instalações, pequenas performances, pequenos momentos que ofereçam uma redescoberta do espaço e o ponham em diálogo com as suas actividades artísticas. Por exemplo queria propor á coreógrafa francesa Anne Collod a apresentar o seu projecto “faire cabane”, um projecto realizado com a comunidade que consiste em ir criando várias cabanas ao longo de um grande campo e em que a acção do “fazer” e do “deslocar” tem a mesma importância e onde o rasto vai sendo criado a partir destas acções de “fazer cabanas”.
Por fim gostava que a Eira da Mata de Minde fosse um dos locais emblemáticos do festival. Esta velha Eira de secar milho, semi rodeada por árvores e por relva é um palco muitíssimo inspirador e gostava de actividades onde se conciliava um pic-nic (cuja toalha seria oferecida pelo festival!) e espectáculos ao final da tarde (um concerto, um monólogo, um solo).

Artistas / participantes

Além da pré-programação acima referida deixo uma lista de artistas que queremos convidar para edições futuras:

Martim Pedroso (encenador, actor)
Madalena Vitorino (coreógrafa, directora do Centro de Pedagogia do CCB)
Filipa Francisco (coreógrafa, bailarina)
Vera Mantero (coreógrafa, bailarina, cantora)
Inês Jacques (coreógrafa, bailarina, cantora)
Teatro Praga (companhia de teatro)
Projecto Teatral (companhia de teatro, instalação)
Circolando (companhia de novo circo)
Cão Solteiro (companhia de teatro)
Artistas Unidos (companhia de teatro)
André Murraças (encenador, cenógrafo, dj)
Cláudia Dias (coreógrafa, bailarina)
João Pedro Vale (artista plástico)
Ricardo Jacinto (artista plástico, músico)
Joana Vasconcelos (artista plástica)
Susana Gaspar (coreógrafa, bailarina)
Tânia Carvalho (coreógrafa, bailarina)
Aldara Bizarro (coreógrafa, bailarina)
Miguel Loureiro (actor, encenador)
Ricardo Matos Cabo (crítico de cinema, curador)
Tiago Bartolomeu Costa (crítico de dança, conferencista)
Luís Ferreira (designer industrial)
Anne Collod (coreógrafa, investigadora em dança)
Jerome Bel (coreógrafo)
Xavier Leroy (coreógrafo)
Ezster Salamon (coreógrafa, bailarina)
Laurence Yadi (coreógrafa, bailarina)
Nicollas Cantillon (coreógrafo, bailarino)
Allain Buffard (coreógrafo, bailarino)
Boris Charmatz (coreógrafo, bailarino)
Julie Nioche (coreógrafa, bailarina)
Antoinne Deffort (encenador, actor)
Caty Olive (desenhadora de luz)
Jocellyn Cottencin (artista plástico)
Cristina Blanco (coreógrafa, bailarina)
Cuqui Jerez (coreógrafa, bailarina)
Marcelo Costa (artista plástico)
Pedro Valdez Cardoso (artista plástico)
Karine Decorne e Simon Proffitte (músicos)
Joana Machado (cantora)
Miguel Pereira (coreógrafo, bailarino)
Joana Barrios (bailarina, actriz)
Pedro e Nelson Gomes – Filho Único (programadores de música)






Espaços

A quantidade de espaços que identifico e se adequam ao tipo de actividades que pretendo desenvolver é incrível e muito excitante, visto eles irem de espaços tradicionais de apresentação, a espaços menos convencionais mas com uma poética altamente motivadora para criar objectos artísticos especificamente para eles. Apresento então uma pequena lista desses sítios, acreditando no entanto que existam muitos mais que pretendo descobrir.

Alcanena - Cine Teatro São Pedro, Mercado Municipal, Biblioteca Municipal, vários jardins,
Centro Ciência Viva, Praia Fluvial, Canhão clássico do Alviela, Fábricas de curtumes desactivadas, Praça da Republica, Antigo lagar de Azeite...

Minde – Cine Teatro Rogério Venâncio, estúdio de dança do CAORG, Museu Roque Gameiro, Eira no meio da mata, Praça 14 de Agosto, Miradouro na encosta da Serra de Aires, fábricas têxtil desactivadas, duas capelas, cruzeiro.

Devido às características industriais dos dois locais existem também inúmeros edifícios industriais desafectados propícios a instalações, exposições e concertos, tal como outros locais, por exemplo uma antiga discoteca dos anos 80 em Minde, chamada Charlie, que pretendo reactivar como ponto de encontro do Festival e local de concertos, dj´s e surpresas pela noite fora.

Todos estes locais são propícios a uma programação diversificada e acima de tudo pensada em exclusividade para se adequar às características de cada um deles.



Acções Pedagógicas

A formação de públicos é um dos grandes combates que a meu ver os agentes culturais devem ter em conta nas suas programações e nos seus orçamentos.
Esta formação faz-se desde tenra idade; é em idade jovem que as crianças têm uma grande disponibilidade para o “novo” e para a descoberta e é nessa idade que o contacto com espectáculos, exposições e com as mais diversas actividades artísticas pode deixar marcas para o futuro, sendo essas crianças os potenciais espectadores de amanhã.
Em cada edição do festival será programado um espectáculo para crianças e ateliers pedagógicos à volta dele. Estes ateliers serão preparados com antecedência de forma a trabalhar com as crianças acerca do universo da proposta a apresentar. Conto desenvolver esses ateliers para crianças com idades compreendidas entre os 6 e 10 anos e outro tipo de ateliers para idades entre os 10 e 16, abarcando assim os jovens e os adolescentes.
Para isso conto com a colaboração das diferentes escolas existentes em Minde e Alcanena de maneira a trabalhar directamente com os concelhos pedagógicos e com as actividades ligadas à ocupação de tempos livres, ateliers de dança e de expressão dramática, etc.
Outro tipo de actividades serão a desenvolver como conversas pós espectáculos entre os artistas, um moderador e o público (deste modo conto aproximar artistas e públicos podendo estes colocar questões, dúvidas ou curiosidades acerca do que viram de maneira a aprofundar a experiência que vem de viver).
Conto também organizar conferências acerca de diversos assuntos, que por exemplo um espectáculo possa abordar, convidando um especialista, sempre com esta ideia que um espectáculo pode ser um ponto de partida para outras conexões.
Gostaria por fim de desenvolver ateliers com seniores, dando a esta tranche de idade a possibilidade de também eles experienciarem artisticamente as propostas que o festival for apresentando (podendo mesmo desenvolver actividades que se tornam espectáculos como referi em cima). Acho que por vezes a terceira idade é um pouco esquecida, muito embora ela contenha toda uma história de anos e anos, que na maior parte das vezes é riquíssima e que tanto nos pode ensinar. Acho também que são à partida pessoas muito disponíveis e receptivas a novas experiências.




Parcerias

Para além das parcerias citadas em cima com as instituições locais (Teatro São Pedro em Alcanena, CAORG e Teatro Rogério Venâncio em Minde) quero desenvolver outras parcerias com instituições fora da região e que poderão dar um contributo bastante positivo ao festival tal como parcerias financeiras que apoiem o festival e façam com que ele se efective.
Quero também encontrar outros tipos de parcerias na região, de modo a envolver a comunidade neste projecto.
Deixo como exemplo algumas delas.

Cinemateque Française de la Danse - pretendo criar uma parceria para o empréstimo de filmes a apresentar no festival.
CENTA (centro de novas tendência artísticas de Vila Velha de Ródão) – Pretendo criar uma parceria a nível dos conteúdos do projecto que desenvolvem, o projecto Fazer o Campo que se dedica à recuperação dos fazeres tradicionais da região, trabalhando com o designer de equipamentos Luís Ferreira.
LUZBOA – pretendo criar uma parceria com este festival de luz de Lisboa, para que artistas por eles apresentados possam também desenvolver projectos na região.
O Espaço do Tempo – pretendo criar um programa de residências entre as duas estruturas possibilitando assim espaço de residência dos projectos a apresentar não só nas nossas instalações mas também das instalações do Espaço do Tempo em Montemor-o-novo.
Galeria ZDB e AR.CO – pretendo com esta vibrante galeria de arte da capital e escola de Arte estabelecer um protocolos onde artistas por ela representados ou os alunos finalistas possam desenvolver projectos no festival (quer no projecto das Montras quer em exposições individuais e temporárias a desenvolver com o Museu Roque Gameiro)
Festival Alkantara – gostaria de tentar conciliar datas com as residências artísticas que este festival realiza, fazendo com que alguns dos artistas que estão em residência em Lisboa possam fazer uma parte dessa residência no âmbito do festival e apresentar os seus “materiais “ em progresso no âmbito do mesmo.
Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes – Pretendo que o Ministério da Cultura apoie o festival estabelecendo um acordo (tripartido ou outro) entre o festival a Câmara Municipal de Alcanena e o próprio Ministério, dividindo assim o imput financeiro para este projecto.
Instituto Camões – Pretendo estabelecer um protocolo entre o Instituto Camões e o festival onde as viagens dos participantes estrangeiros seriam apoiadas por este instituto (ou pelas embaixadas que a ele estão ligadas)
Fundação Calouste Gulbenkian – Pretendo que a Fundação apoie o projecto nas suas diferentes valências, financeiramente, empréstimo de material e internacionalização.
Outro Teatros tais como: Teatro Municipal Maria Matos, Culturgest, Fundação Serralves, Teatro Viriato, Teatro Municipal da Guarda, cruzando programações e co-apresentando sempre que possível espectáculos que o festival apresenta de forma a baixar os custos e propor aos artista mais do que uma data.
Câmara Municipal de Alcanena – Gostaria que a Câmara Municipal assumisse este festival como um cartão Cultural da região e que visse este evento não só para a fruição dos públicos mas também como desenvolvimento do turismo e economia, sendo que acredito que um evento deste género cria sinergias que têm repercussões nestas áreas.
Diversas Embaixadas – fazendo com que os custos das viagens dos artistas internacionais possam ser custeadas em parte pelas embaixadas do países de origem desses artistas.
PNSAC – Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros
Região de Turismo
Agência Nacional de Ciência Viva
Comissão da Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo
Comunidade Urbana do Médio Tejo
Governo Civil de Santarém
Artemrede
Goethe Institut - para a apresentação de Raimund Hoghe no festival
British Council - para a apresentação de Jonathan Burrows no festival
Festival Panorama, Rio de Janeiro, Festival Migrations, Pais de Gales, Festival Bamako Dance, Bamako - para constituir uma rede intercontinental de festivais e concorrer aos programas comunitários Cultura 2007.
RENOVA - empresa multinacional sediada localmente com a qual estamos em negociações para uma parceria de mecenato.





Comunicação

A forma como hoje em dia se comunica e se chega às pessoas é em muito a chave do sucesso a nível dos públicos e à sua aderência às actividades a desenvolver.
Acho que a comunicação, que muitas vezes é deixada para último, tem que ser vista como um dos alicerces fundamentais de uma iniciativa como esta.
Conto usar diferentes meios de comunicação que passo a enumerar acreditando que a conjugação de estratégias será a chave para o sucesso.

Órgão de comunicação locais – Pretendo utilizar os jornais locais, sites e blogues para atempadamente saírem artigos sobre o festival tal como entrevistas com alguns dos participantes e com o seu director artístico. Quando falo em região, não falo só de Alcanena, mas quero estender estas acções por todo o Ribatejo e também na região de Fátima e Leiria.
Órgãos de comunicação nacional – Conto com a parceria dos principais jornais nacionais (Público, Expresso, Diário de Noticias e outros, para que eles façam entrevistas, apresentações e destaques nos seus cadernos culturais dando assim uma visibilidade nacional ao projecto), estes órgão de comunicação serão também convocados a mandar enviados para acompanhar “ in loco” o festival e fazerem reportagens acerca dele.
Conferência de imprensa - Conto fazer duas grandes conferências de imprensa a divulgar o festival e a sua programação onde todos os órgãos de comunicação social serão convidados, uma na região (em local a definir e onde achemos que estrategicamente fará mais sentido) e uma em Lisboa (fazendo assim com que outro tipo de órgãos não usem a “distância” com desculpa)
Muppies / cartazes / postais – Estes meios de comunicação impressos serão espalhados em toda a região (junto das escolas, associações, faculdades, teatros, museus, cafés, ruas, locais camarários) e no país (junto das principais instituições Culturais).
Programas – Quero desenvolver o programa num formato que ele possa ser enviado pelo correio atempadamente e que possa ser distribuído como encarte nos principais jornais da região. Este pré-programa chegará a casa das pessoas com uma antecedência de 15 dias, de maneira a que as pessoas possam organizar as suas agendas e que o possam “ler”, porque quero que este programa não seja só uma lista de espectáculos e locais, mas também que existam um conjunto de entrevistas aos artistas e outros textos e informações que achemos interessantes para a introdução das actividades a apresentar. Gosto de pensar neste programa mais como um “objecto” do que como um simples programa de divulgação.
Blogue – um blogue a ser actualizado com informações várias e onde os artistas do festival, o público, podem colocar textos, trocar ideias, fazer comentários, enfim, um meio activo e acessível a todos.
Site – um site mais tradicional onde se apresentará as actividades e dará indicações da equipa, locais de apresentação, acessibilidades, reservas, preços, etc, que de edição para edição guarde todos esses registos e que de ano para ano se possa consultar as programações anteriores, criando assim uma “biblioteca” de memória.
Cartas aos Munícipes – Queremos aproveitar a cumplicidade com a Câmara Municipal de Alcanena para, através da sua mailing list, enviar a todos os munícipes uma carta de apresentação com o programa do festival, recebendo assim estes, em casa, a programação de toda esta iniciativa.



O Festival Entre Serras pretende ser um pólo dinamizador da actividade cultural na região. Sendo constituído para dar a “cara” deste iniciativa ele pretende ser muito mais do que isso podendo ao longo do ano organizar acima de tudo acções pedagógicas que vão dando um contexto aos públicos, dos jovens à terceira idade, e para que quando o festival chegar as pessoas já estejam sensibilizadas, ou pelo menos introduzidas aos espectáculos que vão ver.
Conto ter um núcleo duro de " amigos " do festival constituído por pessoas da organização do festival mas também com locais, associados ou não às instituições já existentes.
Acima de tudo pretendo encontrar associados que defendam o projecto e que de alguma forma o enriqueçam com as suas ideias.
Quero convidar pessoas de Alcanena, Minde, Fátima e Torres Novas, com o intuito de alargar um pouco este território e contando com que estes sócios fora de Minde e Alcanena possam ”divulgar “ o festival.
Poderei assim avançar alguns nomes que desejo que façam parte.
Tiago Guedes (coreógrafo, bailarino, director artístico da Materiais Diversos), Sofia Campos (directora de produção), Anabela Silva (professora de História e História da Arte no Centro de Estudos de Fátima), Susana Gaspar (coreógrafa e bailarina natural de Torres Novas), Vítor Costa (agente cultural), Gabriela Capaz (directora pedagógica do Conservatório de Música de Minde), Saul Roque Gameiro (artista plástico natural de Minde)... Só para dar alguns exemplos.
Pretendo acima de tudo que a associação Entre Serras tenha um papel activo no desenvolvimento da arte contemporânea na nossa região e que trabalhe em parceria com as instituições que já existem, gerando diálogo, discussão e acima de tudo colaborações enriquecedoras.
A festival também pretende trabalhar na angariação de mecenato junto das empresas locais de maneira a envolver os agentes económicos da região numa actividade que também será benéfica para eles. Para isso conto com a directora de produção do festival que se dedicará ao longo do ano a desenvolver este aspecto tão importante e pouco desenvolvido nos dias que correm.
Na região está estabelecida uma grande empresa, a RENOVA, com a qual já estamos em contacto para que ela possa ser um dos mecenas do festival.
Com o tempo prevemos que o festival ganhe autonomia e se estabeleça sozinho ( fora da Materiais Diversos ) sendo objecto de um apoio tripartido entre Câmara Municipal, Festival e Ministério da Cultura.
Devido ás normas deste concurso tal não foi possível devido ao festival ser uma primeira e segunda edição.




Equipa do festival

Como qualquer iniciativa que se quer estruturante e continuada o festival Entre Serras terá uma equipa fixa (que se ocupará ao longo do ano da preparação do festival e da realização das actividades pedagógicas) e uma equipa flutuante (que será constituída na altura dos festival (um mês antes) e que fará com que ele aconteça (suporte logístico, motoristas, técnicos, pessoal de catering, assistentes de produção e de cena, etc, etc).
Gostaria também na altura do festival trabalhar com voluntariado (eventualmente jovens e terceira idade ao nível do voluntariado de forma a envolver estas comunidades no seio da organização), desta forma estariam no seio do projecto para além de que poderiam assistir gratuitamente a todas as actividades do festival.

A equipa fixa será constituída por:

Tiago Guedes – Director Artístico
em negociação – Directora de Produção / Coordenação Pedagógica /
Dina Lopes - Responsável Financeira (que trabalhará com um/a contabilista a encontrar na região)
Carlota Sanches - Comunicação
em negociação– Direcção Técnica
Marcelo Costa – Consultor para as Artes Plásticas
Ricardo Matos Cabo – Consultor para o Cinema
Luís Ferreira – Consultor para o Design





FORMAÇÃO

A formação tem sido parte integrante do coreógrafo Tiago Guedes e vamos continuar a investir nela nos próximos anos.
Em Portugal o coreógrafo tem sido convidado pelo Balleteatro no Porto, Fórum Dança, Centro de Pedagogia e Animação do CCB, Culturgest e Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian para dar workshops de criação ou relacionados com as suas peças.
O espectáculo infantil que criou em 2007 tem conectado com ele um workshop que muitas vezes os teatro apresentam em complemento com a apresentação do espectáculo e onde o coreógrafo conta com o apoio dos intérpretes Pietro Romani e Inês Jacques.
Internacionalmente Tiago Guedes tem sido convidado a ensinar no País de Gales, Brasil e em várias cidades de França desenvolvendo assim uma metodologia própria de transmissão e também uma forma de complemento e acesso às suas peças.
Tenta sempre que possível que esses workshops tenham a ver com o questionamento do momento conectando-os sempre com a fase criativa por que está a passar, fazendo desta forma com que os intervenientes tenham um papel activo nesse mesmo questionamento.

Para 2009 /2010 várias acções de formação estão previstas no estrangeiro (em França e na Bélgica), assim como durante a sua nova criação e no festival Entre^^Serras.

Criação:
Contamos organizar vários workshops onde os alunos do conservatório de música terão oportunidade de experimentar o que fazemos.
Ou seja, sendo a base do projecto a equipa inscrever-se no conservatório de música, experienciar isso e daí fazer uma peça, achamos interessante propor aos alunos o caminho inverso, fazendo-os passar por alguns processos criativos ligados ao movimento e estabelecendo paralelismos entre a criação musical e a criação em dança.
Contamos organizar 3 / 4 workshops durante o ano e durante a residência do coreógrafo no conservatório.

Festival:
Já referimos em cima quando falámos do festival (acções pedagógicas) das várias iniciativas que vamos propor.
Pensamos para isso convidar 1 ou 2 formadores que nos ajudem a pensar e a materializar estes workshops a desenvolver com as escolas locais e em torno dos espectáculos (não só do espectáculo para crianças mas também de outros que achemos sedutores para desenvolver acções pedagógicas)
Achamos também que existe todo um trabalho a fazer no que diz respeito à formação de novos públicos e para isso depois de todas as actividades do festival existirão encontros com o público moderados por um critico de arte (dança, teatro, artes plásticas), que fará esta aproximação verbal tão importante para por vezes desbloquear alguns preconceitos ou ideias menos claras.
Queremos fazer destes encontros pós espectáculos algo informal onde o público se sinta livre de perguntar, de falar directamente com os artistas e ir para casa com esse complemento teórico / verbal que fará com que o interesse por estas artes menos conhecidas cresça cada vez mais.
Será feito todo um trabalho de antecipação com as escolas (estabelecendo workshops, divulgando os espectáculos e actividades) de maneira a que esta “base” esteja montada quando o festival começar.
Vemos as acções pedagógicas também como uma forma dos participantes abrirem os horizontes através da prática, sendo assim cativados para todos os espectáculos e actividades que poderão experienciar no festival.




Definição de públicos e iniciativas de captação e sensibilização.

Festival ENTRE^^SERRAS
Uma das grandes características do festival ENTRE^^SERRAS é a de ser pensado para uma determinada região (pobre em oferta cultural) e para um certo público (com poucos hábitos culturais mas muito curioso).
No entanto existe um verdadeiro público em potência que frequenta as associações, o Conservatório de dança e música, o grupo de teatro boca de cena, o museu Roque Gameiro e todas as outras pessoas que já são o “público “ de todas as actividades que estas instituições promovem.
Sendo o festival em Minde e Alcanena queremos que o público também venha de outros locais próximos tais como Torres Novas, Santarém, Entroncamento, Fátima, Ourém, Porto de Mós, jogando verdadeiramente no preenchimento da lacuna cultural no que diz respeito à arte contemporânea (salvaguardando o exemplo do teatro Virgiania em Torres Novas – que será parceiro do festival – e do Cine Teatro São Pedro em Alcanena).
Temos então um público urbanos que vive nestas pequenas cidades e que tem acesso a alguns bens culturais (mas não em arte contemporânea) e um público rural (que vive em pequenas vilas e aldeias mas que frequenta os serviços dessas cidades).
A programação foi pensada para ser comunicativa com todos, não fazendo concessões, oferecendo o que as pessoas desconhecem (e contrariando assim a ideia atroz que se tem que oferecer o que o público quer, fazendo deste uma massa acrítica e pouco curiosa) e acima de tudo suscitando curiosidade e alargando a percepção que esse mesmo público pode ter dos espectáculos apresentados (realizando workshops, ateliers do espectador e conversas pós espectáculo).
Embora todo o festival se passe na cidade de Alcanena e na vila de Minde (tendo eventualmente uma extensão a Torres Novas para os espectáculos de maior porte) queremos fazer um grande trabalho de divulgação em todas a região centro (vai desde Castelo Branco a Lisboa). Existe um grande vazio cultural nesta região e queremos que o festival (que se situa no centro da região centro) seja um epicentro cultural onde as pessoas se queiram deslocar para descobrir o festival e também esta região fantástica.
Queremos também fazer um protocolo com a região de turismo do centro e com o parque natural da Serra de Aires e Candeeiros para divulgar conjuntamente tanto a região como o festival e assim atrair outro tipo de público.
Minde, o epicentro do festival, é uma vila tradicionalmente ligada à música (tem uma banda que existe à 100 anos e um Conservatório Regional de Música que existe à 20). Sabendo que existe uma sensibilidade para a música a programação na primeira edição foi também pensada criativamente fazendo com que a música seja um componente bastante forte. Nas produções próprias do festival temos vários projectos ligados à música tais como: O CORO DAS QUEIXAS – onde se convida um músico a trabalhar com os dois coros locais (coro da igreja e coro do Conservatório) elaborando um coro com as queixas do munícipes – queixas sociais e pessoais que o festival convidará as pessoas a enviar com a finalidade de serem incorporadas neste coro).
Outras iniciativas de sensibilização serão desenvolvidas tais como conferências de imprensa nacionais e regionais, encontros com várias associações escolares e outras associações especificas tais como várias colectividades da região e grupos de teatro, escolas de música e de dança, jornais regionais, entrevistas na rádio, envio de cartas aos munícipes (auxiliados pela Câmara Municipal de Alcanena), distribuição de flyers e programas nos locais culturais e também em locais associativos.

OS FANTASMAS DO CONSERVATÓRIO (nova criação de Tiago Guedes)

Os públicos do coreógrafo Tiago Guedes têm sido criados ao longo destes oito anos de criações anuais. Eles vêm da comunidade artística em geral (dança, teatro, artes plásticas) mas é também um público que se interessa por arte contemporânea e que acompanha as programações dos locais onde o coreógrafo tem vindo a apresentar o seu trabalho (CCB, Culturgest, Teatro Carlos Alberto, etc.).
Temos notado que nos últimos anos os públicos têm vindo a aumentar (provavelmente devido ao reconhecimento internacional do coreógrafo).
Experimentámos em 2007 fazer um teste: 10 apresentações de Ópera em Lisboa no Negócio, contrariando a carreira dos tradicionais 2 ou 3 espectáculos. A estratégia deu resultado existindo uma quebra de público nos 4º e 5º espectáculos mas esgotando a sala nos 4 últimos espectáculos (aproveitando o boca a boca e as críticas na imprensa que normalmente acontecem quando o espectáculo já não está em cena).
Outro exemplo mais recente foi o espectáculo “COISAS MARAVILHOSAS” (criação 2008 do coreógrafo) ter esgotado nos dois dias de apresentação no Grande Auditório da Culturgest (500 lugares, aproveitando também a dinâmica de ser apresentado no festival ALKANTARA)
Para esta nova criação usaremos os mesmos mecanismos e aproveitaremos as “máquinas de produção” que as instituições que acolhem e co-produzem este espectáculo, têm montadas.
Internacionalmente tudo indica que o espectáculo terá a sua estreia nos REENCONTRES CHORÉGRAPHIQUES DE SEINE SAINT DENIS - BAGNOLET (um dos festivais mais importantes de França, que capta a atenção de um alargado público francês e de toda a comunidade de programadores internacionais).
Nacionalmente o espectáculo terá a sua estreia na Culturgest tendo (em princípio) uma parceria com o festival ALKANTARA 2010 (como aconteceu com COISAS MARAVILHOSAS em 2008). Aproveitará assim a dinâmica das duas instituições de maior prestígio a nível nacional usufruindo de toda a visibilidade que as apresentações neste tipo de evento proporcionam.
O coreógrafo tem também desenvolvido excelentes relações com a imprensa nacional, disponibilizando-se para entrevista e ensaios abertos, tendo as suas estreias extensos artigos de apresentação e posteriores criticas (em jornais de referência como o Público, suplemento Y, Diário de Noticias, Expresso, revista obscena e internacionalmente na revista francesa Mouvement, na Eslovena Maska (onde na última edição lhe foi dedicado um artigo de 10 páginas) ou na edição Danse in Arts onde a sua última criação foi destacada como uma das melhores de 2008 a nível mundial).
Uma actividade que temos feito e que gostaríamos de continuar a fazer, são ensaios abertos, convidando as diferentes escolas de dança (Escola Superior de Dança, Escola de Dança do Conservatório Nacional e Faculdade de Motricidade Humana) tendo após estes uma conversa com os alunos, de forma a motivá-los e a criar um discurso critico acerca dos processos criativos (sabemos que estas escolas têm lacunas a este nível e o coreógrafo, que foi aluno da Escola Superior de Dança, gosta de propôr este tipo de actividades)
Não obstante continuaremos a fazer a divulgação que achamos adequada para o nosso tipo de estrutura, não ficando só com a divulgação que as entidades de acolhimento fazem.
A nossa divulgação é feita através de uma newsletter mensal, da actualização periódica do site www.materiaisdiversos e www.tiagoguedes.com, postais e cartazes devidamente distribuídos na altura das apresentações em cada cidade.

Plano de comunicação
Uma das grandes preocupações que temos no nosso trabalho é a comunicação. Assim desenvolvemos várias estratégias, de forma a abranger o maior número de pessoas e meios possíveis. A nossa comunicação é feita habitualmente em três línguas: português, francês e inglês, dado que os nossos destinatários não são apenas nacionais mas também internacionais.
Para além da habitual divulgação das actividades da Materiais Diversos, através do envio mensal da newsletter, para a nossa base de dados, que inclui um total de 4000 contactos, divididos da seguinte forma:
- Programadores nacionais e internacionais
- Companhias nacionais e internacionais
- Imprensa
- Câmaras Municipais
- Promotores e produtores
- Escolas
- Alunos das áreas artísticas
- Intérpretes que tenham feito audições para projectos dos artistas ligados à Materiais Diversos
- Embaixadas
- Institucionais
- Contactos gerais (de todos os pessoas ou instituições que de alguma forma tenham tido contacto connosco ou que solicitem esta informação e que não se enquadram nos items referidos anteriormente)

Existem dois sites e um blog ligados à Materiais Diversos:
www.tiagoguedes.com associado directamente à informação relativa ao Director Artístico, actualizado regularmente e onde constam todas as informações dos seus projectos. Mostrou-se indispensável a criação deste site, pois é o Tiago Guedes enquanto criador que é reconhecido internacionalmente, e através dele a Materiais Diversos.
www.materiaisdiversos.com não nos foi possível até ao momento, por questões orçamentais, completar a realização deste site, existindo apenas uma página central com os contactos. E oferendo aos seus visitantes a possibilidade de subscreverem a newsletter e assim obter mais informações sobre a nossa actividade.
materiaisdiversos.blogspot.com um espaço não só de divulgação, mas também de convite directo aos seus visitantes a deixar os seus comentários, questões e sugestões.

Para além deste trabalho regular na divulgação das nossas actividades, temos ainda a vantagem de trabalhar em parceria com outras entidades como a ZDB (Galeria Zé dos Bois), onde a Materiais Diversos é uma estrutura em residência, abrangendo assim também o público da área das artes plásticas. Evidentemente que sempre que apresentamos os nossos projectos contamos com a divulgação conjunta das estruturas que nos acolhem, colocando-nos assim em contacto com o maior número de destinatários possível.
Sendo um dos nossos artistas associados mais ligado ao Teatro (Martim Pedroso), evidentemente que este factor contribui igualmente para a divulgação da nossa actividade junto desta comunidade.

Paralelamente à divulgação regular das nossas actividades, estabelecemos estratégias próprias para cada projecto.
Relativamente ao Festival Entre^^Serras, e como já referimos anteriormente temos várias abordagens previstas:

Órgão de comunicação locais – Pretendo utilizar os jornais locais, sites e blogues para atempadamente saírem artigos sobre o festival tal como entrevistas com alguns dos participantes e com o seu director artístico. Quando falo em região, não falo só de Alcanena, mas quero estender estas acções por todo o Ribatejo e também na região de Fátima e Leiria.
Órgãos de comunicação nacional – Conto com a parceria dos principais jornais nacionais (Público, Expresso, Diário de Noticias e outros, para que eles façam entrevistas, apresentações e destaques nos seus cadernos culturais dando assim uma visibilidade nacional ao projecto), estes órgão de comunicação serão também convocados a mandar enviados para acompanhar “ in loco” o festival e fazerem reportagens acerca dele.
Conferência de imprensa - Conto fazer duas grandes conferências de imprensa a divulgar o festival e a sua programação onde todos os órgãos de comunicação social serão convidados, uma na região (em local a definir e onde achemos que estrategicamente fará mais sentido) e uma em Lisboa (fazendo assim com que outro tipo de órgãos não usem a “distância” com desculpa)
Muppies / cartazes / postais – Estes meios de comunicação impressos serão espalhados em toda a região (junto das escolas, associações, faculdades, teatros, museus, cafés, ruas, locais camarários) e no país (junto das principais instituições Culturais).
Programas – Quero desenvolver o programa num formato que ele possa ser enviado pelo correio atempadamente e que possa ser distribuído como encarte nos principais jornais da região. Este pré-programa chegará a casa das pessoas com uma antecedência de 15 dias, de maneira a que as pessoas possam organizar as suas agendas e que o possam “ler”, porque quero que este programa não seja só uma lista de espectáculos e locais, mas também que existam um conjunto de entrevistas aos artistas e outros textos e informações que achemos interessantes para a introdução das actividades a apresentar. Gosto de pensar neste programa mais como um “objecto” do que como um simples programa de divulgação.
Blogue – um blogue a ser actualizado com informações várias e onde os artistas do festival, o público, podem colocar textos, trocar ideias, fazer comentários, enfim, um meio activo e acessível a todos.
Site – um site mais tradicional onde se apresentará as actividades e dará indicações da equipa, locais de apresentação, acessibilidades, reservas, preços, etc, que de edição para edição guarde todos esses registos e que de ano para ano se possa consultar as programações anteriores, criando assim uma “biblioteca” de memória.
Cartas aos Munícipes – Queremos aproveitar a cumplicidade com a Câmara Municipal de Alcanena para, através da sua mailing list, enviar a todos os munícipes uma carta de apresentação com o programa do festival, recebendo assim estes, em casa, a programação de toda esta iniciativa.

Relativamente à nova criação de Tiago Guedes:
Para além da divulgação nacional e internacional através da nossa newsletter mensal e diversos sites, será feito o contacto directo com a imprensa, com o objectivo de com alguns dias de antecedência e na altura da sua apresentação saírem nos principais órgãos de comunicação artigos ou entrevistas sobre o projecto, ou os colaboradores nele envolvidos. Contamos com os serviços de comunicação dos diferentes teatros com os quais temos parcerias para este trabalho, para também eles, através dos seus circuitos habituais de comunicação promoverem este espectáculo.
Esta nova criação de Tiago Guedes, tem ainda a particularidade de contar com a interpretação de dois músicos, e de ao longo do processo de trabalho estar em contacto com alunos e professores do Conservatório de Minde, e eventualmente com outras escolas ligadas ao ensino musical, o que contribuirá evidentemente para um interesse e curiosidade por parte destes no trabalho e resultado final.
Será ainda feita a edição de cartazes e postais, para através dos circuitos habituais fazer a promoção do espectáculo com a antecedência necessária.
Nas duas semanas anteriores à estreia contamos ainda inserir em dois dos principais jornais nacionais (Público e Expresso) um anúncio de imprensa.
Através destas diversas acções, estamos certos que continuaremos a contar, durante as apresentações desta nova criação, com o público já fiel aos projectos de Tiago Guedes, e ainda cativar novos espectadores a conhecer o seu trabalho.

Todos os projectos produzidos pela Materiais Diversos são ainda registados em vídeo e feito um DVD onde constam as informações mais relevantes (contactos, ficha artística). Esses DVD são enviados para os programadores nacionais e internacionais, com vista à sua posterior difusão, conjuntamente com um dossier técnico e artístico onde constam todas as informações relativas aos projectos.

No final de cada ano temos a intenção de editar uma brochura sobre o trabalho do Director Artístico e dos artistas associados, este objecto é fundamental, a nosso entender, como cartão de visita e como documento de arquivo histórico da estrutura.




JUSTIFICAÇÃO DA PREVISÃO ORÇAMENTAL

1.Gastos com a estrutura - 44,35% do total do orçamento para 2009 e 2010 (359.057,57 euros )
Esta percentagens aparentemente elevada é justificada pela equipa da estrutura produzir todos os projectos, ou seja, uma actividade intensa e dispendiosa como o festival ENTRE^^SERRAS não tem contabilizada uma equipa de produção fixa ( só flutuante ) pois esta é assumida pela equipa da MATERIAIS DIVERSOS.
Deste 43,28% que correspondem ao valor total dos gastos com a estrutura é pedido 138.057,57 euros (38,45% do valor total da estrutura) à Direcção Geral das Artes sendo o restante montante encontrado através da difusão internacional do coreógrafo Tiago Guedes e de uma percentagem das co-produções encontradas que vai directamente para o funcionamento da estrutura.


2. Gastos com a nova criação de Tiago Guedes " Os Fantasmas do Conservatório " – 10,49% do total do orçamento para 2009 e 2010 (87.020,00 euros)
Destes 10,75% que correspondem ao valor total deste projecto é pedido 11.805,00 euros (13,57% do valor total deste projecto) à Direcção Geral das Artes sendo o restante montante encontrado através de residências e diversos co-produtores internacionais.

3. Gastos com o festival ENTRE^^SERRAS - 44,09% do total do orçamento para 2009 e 2010 (383.523,00 euros)
Destes 46,23% que correspondem ao valor total do festival é pedido 159.691,00 euros para as duas edições (41,64% do valor total deste projecto) à direcção Geral das Artes sendo o restante montante encontrado através de apoios camarários, receitas de bilheteira, parcerias com outros festivais e prospecção de mecenato.

Isto significa que a percentagem que é solicitada à Direcção Geral das Artes para o ano de 2009 seja de 37,0% sobre as despesas totais relativas a esse ano e de 37,6% relativamente a 2010.

2009
Total de despesas - 388.331,90 euros
pedido à DGA - 143.750,90 – 37,0% do valor.

2010
Total das despesas - 441.268,67 euros
pedido à DGA - 165.802,67 - 37,6% do valor